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Salas de cinema tiveram uma quebra de espectadores em 95,6%

O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) divulgou os dados sobre o mercado cinematográfico em Portugal relativo aos primeiros sete meses de 2020.

Segundo o ICA, as salas de cinema portuguesas receberam perto de 78 mil espectadores em julho, o que representa uma quebra de 95,6% face ao período homólogo do ano anterior. A receita em julho foi de 382,4 mil euros, ou seja, uma redução de 96,1% em relação ao mês de julho de 2019.

Desde o início do ano até julho de 2020 foram ao cinema cerca de 2 milhões e 628 mil espectadores, acumulando uma receita bruta de cerca de 14 milhões de euros, o que representa um decréscimo acentuado de 69,2% e de 68,8%, respetivamente.

Apesar dos números serem bastante inferiores ao de anos anteriores, houve ainda assim mais portugueses a irem ao cinema em julho (77,944 espectadores) do que em junho (apenas 13 mil espectadores), dado que em julho reabriram todas as salas de cinema da NOS Cinemas.

“1917”, de Sam Mendes, continua a ser o filme mais visto do ano, até 31 de julho, com mais de 329 mil espectadores. Seguem-se “Bad Boys Para Sempre” (com 259 mil espectadores), “Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação de Uma Harley Quinn)” (com 165 mil espectadores) e “Sonic: O Filme” (com 143 mil espectadores).

Quanto ao cinema português, o filme mais visto neste período foi “O Filme do Bruno Aleixo”, com perto de 24 mil espectadores, seguido de “Mosquito”, com 3487 espectadores, e por “Patrick”, a primeira longa-metragem de Gonçalo Waddington, que estreou a 23 de julho e já ocupa o terceiro lugar com 900 espectadores.

Já o filme mais visto no mês de julho de 2020 foi a animação da Pixar, “Bora Lá”, de Dan Scanlon, com 9710 espectadores.

Até julho de 2020, estrearam em Portugal 115 filmes de longa-metragem com as obras provenientes dos EUA a representarem 36,5% e as de origem europeia 50,4%.

No que concerne à produção de obras nacionais apoiadas pelo ICA, foram concluídas 18 longas-metragens (6 de ficção, 11 documentários e 1 animação) e 16 curtas-metragens (9 de ficção, 2 documentários e 5 de animação), o que representa um decréscimo de 6% do número de obras face ao período homólogo do ano anterior.

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