“Kenai e Koda” termina esta aventura da “Semana Disney – 50 Clássicos”.

Na primeira década de 2000, século XXI, a Disney não conseguiu manter a herança de sucesso dos anos 90. Apesar de terem produzido em média um filme por ano, não houve nenhum que conseguisse superar a fama e a perfeição dos filmes da década de 90. Os anos 2000 foram dominados pelos filmes da Pixar. Esta década também ficou marcada pelo uso da tecnologia CGI (Computer-generated imagery), em que o primeiro filme da Disney a usar esta tecnologia foi “Chicken Little” (2005). Depois deste, mais dois filmes foram feitos com esta tecnologia, “Meet the Robinsons”(2007) e “Bolt” (2008 ). Em 2009 a Disney decidiu e muito bem, na minha opinião, regressar ao estilo clássico, com o filme “The Princess and the Frog” (2009).

 

Os filmes que estrearam nesta década foram: “Dinosaur” (2000), “The Emperor’s New Groove” (2000), “Atlantis: The Lost Empire” (2001), “Lilo & Stitch” (2002), “Treasure Planet” (2002), “Brother Bear” (2003), “Home on the Range” (2004), “Chicken Little” (2005), “Meet the Robinsons” (2007), “Bolt” (2008 ), “The Princess and the Frog” (2009) e “Tangled” (2010), o 50º e mais recente filme da Disney. Vi todos estes filmes no cinema e alguns revi-os na televisão.

 

Apesar de não haver assim um filme em particular que me tenha marcado muito, vou escolher “Brother Bear” (2003), como o melhor filme da primeira década de 2000. “Kenai e Koda” foi a 45ª longa-metragem da Disney e conta a história de Kenai, um jovem que, na procura de vingar o irmão morto, acaba por se ver transformado, por desígnio dos deuses, no animal que ele mais odeia, um urso. Inicia-se, então, uma grande aventura bem ao género da Walt Disney que levará Kenai a conhecer o urso Koda, que o ajudará a perceber o sentido da amizade e o levará a olhar para o mundo dos animais de outro modo.

 

A mensagem deste filme é clara e bonita e é o filme desta década com o desenho mais belo de todos, com magníficas paisagens naturais da era glaciar, cores suaves e uma imagem bem tratada. A banda sonora é composta por Mark Mancina e Phil Collins, e interpretada por este último. É uma das melhores bandas sonoras da Disney, em que cada canção está bem relacionada com a moral da história. É de destacar a versão portuguesa, que está muito bem dobrada, especialmente a dupla dos alces Rot e Tuca, com as vozes de António Feio e José Pedro Gomes.

 

Atribuo ainda uma Menção Honrosa ao filme “A Princesa e o Sapo” (2009) por voltar ao desenho à mão e a um tipo de história mais tradicional do conto de fadas, típico da Disney. Tem boas músicas e algumas personagens interessantes e divertidas. E assim, dou por encerrada esta “Semana Disney – 50 Clássicos”.