Sofia Coppola: Cinematografia da realizadora é tema de curso no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS)

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Sofia Coppola, uma das mais bem-sucedidas realizadoras do início do século XXI, iniciou sua carreira com o curta-metragem em preto e branco “Lick the Star”, sobre um grupo de adolescentes que se tornam sinistras. O filme foi um sucesso de crítica e público, e ajudou a estabelecer Coppola como uma das diretoras mais promissoras de sua geração.

Depois de realizar “Lick the Star”, Coppola lançou seu primeiro longa-metragem, “As Virgens Suicidas”, em 1999. O filme é um drama sobre cinco irmãs que cometem suicídio, e foi baseado no romance de mesmo nome de Jeffrey Eugenides.

 

O longa foi um sucesso de crítica e público, e rapidamente se tornou um filme cult. A adaptação foi elogiado por sua estética visual, sua banda sonora e sua exploração da adolescência. O filme é uma representação contundente da infância, concentrando-se na natureza voyeurística do olhar masculino, evidenciada pelos rapazes do bairro que continuam fantasiosos e obcecados pelas cinco irmãs Lisbon.

A produção ganhou especial popularidade entre adolescentes e mulheres jovens, cujo público dessa faixa etária se identificou com as irmãs Lisbon, personagens retratadas de maneira complexa e contraditória.

Coppola obteve ainda mais sucesso com seu filme de 2003, “Lost in Translation – O Amor É um Lugar Estranho”, recebendo o Óscar de Melhor Argumento Original e rendendo a Bill Murray uma indicação ao Óscar de Melhor Ator.

 

Além disso, a produção foi nomeada a Melhor Filme e Melhor Realização.

 

A trama se desenrola em Tóquio, onde Bob Harris, um ator norte-americano, e Charlotte (Scarlett Johansson), uma jovem mulher, se encontram no bar do hotel. O filme aborda a relação entre os personagens principais e explora temas como solidão, comunicação e identidade cultural, enquanto eles exploram a cidade juntos.

Outro sucesso de Coppola, considerado um clássico, é a comédia dramática de época Marie Antoinette, lançada em 2006. Baseado no livro “Marie Antoinette: The Journey”, de Antonia Fraser, o filme retrata a vida da jovem rainha francesa, interpretada por Kirsten Dunst, que é enviada para a França para se casar com o príncipe Luís XVI, interpretado por Jason Schwartzman.

 

A obra aborda as transformações da adolescente austríaca desde seu casamento com o futuro rei da França, Luís XVI, até a queda da monarquia. Com dilemas da realeza e os tumultos da Revolução Francesa, o filme destaca os pensamentos individuais, relacionamentos e crescimento pessoal da protagonista Maria Antonieta.

O filme é uma visão moderna e irreverente da vida de Marie Antoinette. Coppola retrata a rainha como uma jovem mulher que está tentando encontrar seu lugar no mundo. O filme é visualmente deslumbrante, com uma banda sonora pop que contrasta com o cenário histórico.

 

Ademais, a interpretação de Kirsten Dunst de Marie Antoinette é brilhante. Dunst captura a beleza, a inocência e a vulnerabilidade da jovem rainha.

Em 2013, Sofia Coppola lançou “Bling Ring: O Gangue de Hollywood”, estrelado por Katie Chang, Israel Broussard, Emma Watson, Taissa Farmiga e Claire Julien, o drama baseado em fatos que se concentra em um grupo de adolescentes obcecados por fama, liderado por Rebecca, e composto por Marc, Nikki, Sam e Chloe. Eles utilizam a internet para rastrear a localização de várias celebridades, com o objetivo de invadir suas casas. Entre suas vítimas estão Paris Hilton, Lindsay Lohan, Megan Fox, Rachel Bilson, Audrina Patridge e Orlando Bloom.

Todos os membros da gangue já desfrutavam de boas condições financeiras, sem a necessidade de roubar de outras pessoas. Tudo começou com um simples assalto e, em seguida, escalou, resultando no roubo de aproximadamente três milhões de dólares das residências dos artistas. A descoberta desses furtos pelos policiais de Los Angeles talvez não tivesse ocorrido se não fosse pelo compartilhamento de fotos nas redes sociais, exibindo os objetos furtados.

 

Neste trabalho, Sofia Coppola mergulha novamente no universo dos adolescentes, explorando principalmente a juventude de Los Angeles, Califórnia, cidade que a viu crescer e onde sempre esteve imersa na indústria do entretenimento.

A ideia para o filme foi extraída do artigo “Os suspeitos usavam Louboutins”, de Nancy Jo Sales publicado na revista Vanity Fair; ao deparar-se com o texto, a realizadora sentiu o impulso de transformar aquela história em um filme.

Em 2017, Sofia Coppola realizou o impactante drama histórico “O Estranho que Amamos”, estrelado por Nicole Kidman, Elle Fanning, Kirsten Dunst e Colin Farrell.

 

Baseado no romance “The Beguiled”, de Thomas P. Cullinan e um remake do um filme homónimo de 1971, de Don Siegel, a narrativa se desenrola durante a Guerra Civil em uma escola de meninas no sul da Virgínia. Algumas garotas, isoladas dos homens, abrigam um soldado ferido que encontram. Contudo, com a chegada dele, a casa é subitamente envolvida por uma tensão sexual intensa e perigosa, dando origem a rivalidades entre as estudantes. Tabus são quebrados em uma reviravolta inesperada de eventos.

Enfim, aproveitando a estreia de “Priscilla”, novo filme de Coppola, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) preparou o curso presencial “O Cinema de Sofia Coppola”.

 

O curso, que ocorre de 23 a 30 de janeiro e de 01 a 06 de fevereiro, das 19h às 21h, buscará analisar alguns dos elementos mais significativos da cinematografia de Sofia Coppola, desde a banda sonora até os recursos visuais que a destacam como uma das grandes diretoras contemporâneas.

As aulas ministradas pela jornalista, professora e pesquisadora Paula Jacob abordarão desde os filmes iniciais de sua carreira até os mais recentes, proporcionando uma análise crítica fundamentada nas teorias da estética, semiótica e psicanálise.

Para os interessados, o curso está com o valor de 135 reais.

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