Uma lufada de ar fresco emocional, com um toque de comédia familiar, inteligente, superou as expectativas, tendo em conta as críticas mais ferozes pela negativa. Apesar disso, contra isso, consegue elevar a obra a dois momentos: um primeiro de sátira, outro de familiaridade, cumplicidade e amizade. A história começa com um polícia, Vic, (interpretado por Dave Bautista) em missão especial a ver a sua colega a morrer pelas mãos de um vigarista e a exigir vingança 6 meses depois. Acaba por contratar os serviços de um motorista da Uber, Stu, (interpretado por Kumail Nanjiani), para se juntar a ele nas “aventuras” pela vingança. Vingança é a palavra de ordem, mas a dado momento esse sentimento esmorece e torna a obra mais equilibrada e digna de uma comédia com mensagem, espírito e humanidade.

Perante as vicissitudes inerentes ao seu trabalho, toda a cobiça e a própria relação com a filha, sendo Vic um pai descurado, “cego” pela vingança e que punha o trabalho sempre em primeiro lugar, acabam por encontrar uns contornos bastante interessantes e atractivos cinematográficamente falando. De realçar a musicalidade sui generis que atribui à obra um bom pano de fundo para abrilhantar e enriquecer o carácter hilariante da película. “Stuber” (Stu+Uber) é a alcunha bem conseguida do motorista Stu — que dá título ao filme —, que numa paixão não correspondida pela sua melhor amiga, tem como grande missão alcançar as cinco estrelas nas votações dos clientes.

Um drama cómico — que apesar de não chegar às tais cinco estrelas —, (é) por vezes poético na forma como conseguiu desconstruir estigmas, emocionalmente elucidativo e exponencial, consegue encontrar na simplicidade e na amizade o riso da vida e da sétima arte.

«Stuber» - As cinco estrelas da vida são a amizade
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