No ano de 954 DC o exército de Odin, encontra-se na Noruega onde derrota os gigantes de gelo, impedindo assim a sua demanda de conquista de todos os nove reinos. Muitas centenas de anos depois, em Asgard, terra dos deuses nórdicos, Odin prepara-se para deixar o seu posto de Rei, passando assim esse cargo ao seu filho Thor. Contudo durante a cerimónia de coroação do novo rei os gigantes de gelo conseguem penetrar em Asgard numa tentativa de recuperar a fonte de todo o seu poder, a “Arca do inverno antigo”, para assim poder voltar a erguer-se e mais uma vez tentar derrotar os Asgardianos. Os gigantes falham na sua missão mas mesmo assim Thor não se sentindo satisfeito decide invadir o reino dos gigantes de gelo e iniciar uma guerra contra os seus inimigos, mas não faz mais nada do que apenas enfurecer Odin, que retira ao seu filho todos os seus poderes e o envia para a terra para que Thor aprenda a ser mais humilde e menos intempestivo.

Mas isto não é nada mais do que parte do primeiro terço do filme de Kenneth Branagh, realizador de mais uma adaptação cinematográfica do universo Marvel. E que adaptação! O filme acerta onde quase todos os filmes adaptados de banda-desenhada falham e consegue ser de uma solidez excelente, capaz de agradar a quase todo o tipo de amantes de cinema e ainda ao fãs do produto original. Branagh já fez a sua quota parte de adaptações de obras de Shakespeare ao longo da sua vida, tanto como actor como realizador (Nota ao leitor: ver “Henry V”.) e por isso não surpreende que“Thor” tenha um toque de Shakespeare ao longo das suas quase duas horas de duração. A demanda do arrogante e inconsciente Thor na busca de se tornar melhor pessoa e um bom futuro rei funciona muito bem na sala de cinema. Seria até de esperar que um filme deste género acabasse por cair no ridículo num ponto ou outro, mas muito pelo contrario, do inicio ao fim mantemo-nos sempre crentes na premissa do filme.

O desempenho dos actores, sobretudo de Chris Hemsworth no papel principal é muito bom, o argumento não se perde em tópicos desnecessários, fazendo assim com que o publico saiba sempre onde está situado sem nunca se saber exactamente para onde irá a seguir (estabilidade e imprevisibilidade são sempre óptimas quando conjugadas num filme) e a realização como já mencionei em cima, é perfeitamente competente, como era aliás já esperado, ou não fosse este realizador o Kenneth Branagh.

Por ultimo deixo aqui duas observações: uma para os excelentes diálogos e comic reliefs existentes ao longo do filme, que nos dão logo a sensação de que o dinheiro do bilhete é bem gasto e outra observação para o 3D que embora bem utilizado, é tão subtil que não se perde nada em ver o filme na velha e boa versão a duas dimensões.

Agora é só esperar para saber se os próximos “Filmes Marvel” irão saber acompanhar o andamento de “Thor” ou se este filme do deus do martelo é mesmo caso único.

Realização: Kenneth Branagh

Argumento: 

Elenco:

EUA/2011 – Ação/Aventura

Sinopse: Aventura que une o Universo Marvel dos dias de hoje com o reino místico de Asgard. No centro da história está O Poderoso Thor, um forte, porém arrogante guerreiro, cujas imprudentes atitudes reacendem um antiga guerra. Como resultado, Thor é banido para a Terra, onde é obrigado a viver entre os humanos. Quando o mais perigoso vilão do seu mundo, envia as forças das trevas para invadir o nosso planeta, Thor aprende aquilo que é necessário para ser um verdadeiro herói.

«Thor» - A demanda do deus do martelo
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