Segundo a produtora Terratreme, “Djon África“, a primeira longa-metragem de ficção realizada por Filipa Reis e João Miller Guerra, recebeu dois prémios na 36ª edição do Festival Cinematográfco Internacional de Cinema del Uruguay, que terminou no passado dia 7 de abril em Montevideo.

O filme foi premiado com o Prémio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema), que justificou assim a atribuição do prémio: “Porque es un relato que, con un aire de autenticidad y humildad, retrata los viajes de un joven hacia el descubrimiento de su ambigüegad cultural y nacional. Una roadmovie que revela tanto los recorridos emocionales de su protagonista, como los choques y reconciliaciones entre dos culturas, y también entre pasado y presente en el Cabo Verde poscolonial.”

Além deste prémio, “Djon África” recebeu uma Menção Honrosa pelo júri da Competição Internacional de Longas-metragens “Por la representación de un viaje que tiene como fin una búsqueda identitaria en cuyo recorrido el personaje y el espectador encuentran un mundo mucho más vasto del originalmente buscado.”

Resultado de uma co-produção das portuguesas Terratreme e Uma Pedra no Sapato, da produtora brasileira Desvia e da produtora cabo-verdiana OII, “Djon África” acompanha a história de Miguel “Tibars” Moreira, filho de cabo-verdianos que nasceu e cresceu na periferia de Lisboa e que toda a vida foi criado pela avó. Miguel viaja até Cabo Verde para conhecer as suas raízes e encontrar o pai, que nunca conheceu.

Fonte: Terratreme