Os críticos do Ípsilon (Vasco Câmara, Jorge Mourinha e Luís Miguel Oliveira) revelaram hoje a lista dos melhores filmes de 2016. Segundo as escolhas dos críticos de cinema do Ípsilon “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino, é o melhor filme do ano. “No saloon d’Os Oito Odiados está toda a América, divisões e ressentimentos de um país improvável. Os tempos do mainstream americano não são os de continuadas e determinadas sevícias, como as que (se) inflige Os Oito Odiados. Não há nada igual a isto, hoje. A última vez que o vimos foi nos anos 70, com DePalma, Carpenter, Altman ou Polanski, cinema que está neste saloon sem sensibilidade para o pastiche: o cinema é o país de Tarantino, é a sua História, é a sua política. Esplendorosa é a forma como excita a capacidade do espectador para “ver filmes” dentro deste filme, transformado em imenso e demoníaco espaço mental.”

Em segundo lugar ficou “Love is Strange – O Amor é uma coisa estranha” (“A arte do melodrama está longe de estar perdida no cinema americano. A melhor prova disso é a elegância, a delicadeza, a sobriedade do filme de Ira Sachs…”) e em terceiro lugar “A Lei do Mercado” de Stéphane Brizé.

1. Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino
2. Love is Strange – O Amor é uma coisa estranha, de Ira Sachs
3. A Lei do Mercado, de Stéphane Brizé
4. Ela, de Paul Verhoeven
5. O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues
6. Boi Neon, de Gabriel Mascaro
7. À Sombra das Mulheres, de Philippe Garrel
8. A Academia das Musas, de José Luis Guerín
9. Sítio Certo História Errada, de Hong Sang-Soo
10. Nostalgia da Luz, de Patricio Guzmán