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Óscares 2021: Academia Portuguesa escolhe “Listen” para representar Portugal

Os membros da Academia Portuguesa de Cinema escolheram o filme “Listen”, realizado por Ana Rocha de Sousa, para representar Portugal na categoria de Melhor Filme Internacional, na 93.ª edição dos Óscares da Academia Americana de Cinema.

A votação decorreu entre 2 e 15 de novembro para os quatro filmes previamente selecionados – “Listen”, “Mosquito”, “Patrick” e “Vitalina Varela” – tendo “Listen” sido o filme mais votado entre os membros da Academia Portuguesa de Cinema.

O Presidente da Academia, Paulo Trancoso, considera que “qualquer um dos quatro nomeados seria um digno representante, mas a escolha de uma primeira obra que conquistou Veneza, um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, e que rapidamente se tornou no filme português mais visto do ano apesar do momento crítico que atravessamos, revela um voto de esperança no talento dos cineastas portugueses, cada vez mais reconhecidos além-fronteiras e acarinhados pelo público nacional.”

“Listen” é o filme português mais visto do ano nas salas de cinema nacionais, com mais de 30 mil espectadores e é atualmente o filme português mais badalado do ano. Conquistou seis galardões na 77.ª edição do Festival de Cinema de Veneza (Leão do Futuro – Melhor primeira obra, Prémio especial do Júri – secção Horizontes, Bisato d’Oro – Melhor filme, Sorriso Diverso Veneza – Melhor filme estrangeiro – causas sociais, Casa Wabi – Mantarraya Award, e Hollywood Foreign Press Association).

Produzido pela Bando à Parte, em coprodução com a Pinball London, com distribuição pela NOS Audiovisuais, o filme é baseado em factos reais, o filme aborda o drama de um casal português emigrado, a quem os serviços sociais retiram, injustamente, os filhos por suspeitas de maus tratos.

Protagonizado por Lúcia Moniz, Ruben Garcia e a atriz britânica Sophia Myles, “Listen” conta a história de Bela (Lúcia Moniz) e Jota (Ruben Garcia), que vivem nos subúrbios de Londres e acabam por enfrentar sérias dificuldades quando os ‘serviços sociais’ levantam suspeitas sobre a segurança dos seus três filhos. A surdez da filha de 7 anos desencadeia um processo no sistema que parece não ter fim, e tudo se complica com o passar do tempo.