A plataforma de video-on-demand de cinema independente, a Filmin, criada em Espanha, em 2008, chega hoje a Portugal. Depois de Espanha e México, chega ao nosso país com o apoio do programa Media da Europa Criativa, oferecendo para já um catálogo que inclui 500 filmes – todos disponíveis na língua original e legendados em português e, na maioria, em alta definição.

A Filmin nasce de uma iniciativa de colaboração e diálogo entre os operadores cinematográficos portugueses, distribuidoras (entre as quais a Midas, a Alambique, a Cinemundo ou a Outsider), produtoras (como O Som e a Fúria, a Terratreme, a Rosa Filmes, a Filmes do Tejo e a Ukbar), críticos, festivais (como o Queer Lisboa, a Monstra e o 8 ½ Festa do Cinema Italiano) e instituições culturais nacionais e internacionais.

Um catálogo em constante expansão, dedicado essencialmente ao cinema de autor. Inclui produções recentes, conteúdos exclusivos, clássicos, curtas metragens, cinema infantil, concertos e uma especial atenção ao cinema português.

Uma plataforma muito idêntica à Netflix, mas mais direccionada a todos os amantes de cinema. “Aos que procuram um complemento à atualidade, os melhores clássicos, documentários e grandes estreias.”. O catálogo de cinema da Filmin é de grande qualidade, reunindo neste momento, por exemplo, colecções de filmes de Jim Jarmusch, Luchino Visconti e Isabelle Huppert. Inclui também filmes de Jean-Luc Godard, Federico Fellini, Ettore Scola, Victor Erice, Béla Tarr, Wim Wenders, Wang Bing, Ken Loach, Pablo Larraín, Jean Renoir, Sérgio Tréfaut, Jafar Panahi, Robert Bresson, Asghar Farhadi, Xavier Dolan, ou Apichatpong Weerasethakul.

Quanto ao cinema português o catálogo já reune obras como “João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei” de Manuel Mozos, “Cartas da Guerra” de Ivo M. Ferreira, “Sangue do Meu Sangue” de João Canijo e “As Mil e Uma Noites” e “Meu Querido Mês de Agosto” de Miguel Gomes.

Nos próximos meses o serviço promete expandir rapidamente o catálogo, que irá incluir títulos como “Gueros” de Alonso Ruizpalacios, “45 Anos” de Andrew Haigh, “A Lei do Mercado” de Stéphane Brizé, entre outros.

Numa primeira fase, a Filmin estará disponível exclusivamente através da Internet, com acesso através do computador (no endereço www.filmin.pt) ou de aplicações específicas para smartphones e tablets (tanto Android como iOS, PC, MacOS ou Chromecast). O serviço propõe uma assinatura mensal no valor de 6,95€ que permite aceder a todo o catálogo – à excepção das novidades premium, adquiridas separadamente ou em pacotes suplementares à assinatura mensal. Até ao final do ano, a plataforma prevê ainda uma aplicação que permitirá aceder à plataforma pela televisão.

A Filmin arranca hoje com um especial de lançamento, ou seja, uma subscrição de dois meses pelo preço de um. A subscrição dá acesso a todo o catálogo de filmes e séries à exceção das estreias. Promoção válida até 31 de dezembro.

Este serviço de VoD torna-se numa alternativa à Netflix, muito mais vantajosa para quem procura cinema independente. Enquanto que a Netflix oferece conteúdo original (sobretudo de séries) de grande qualidade, no que toca ao cinema independente e clássicos, a Filmin é a melhor opção.

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Fonte: Filmin