O Júri da Crítica Independente, presente no 76.º Festival de Cinema de Veneza, distinguiu, este sábado, o filme português “A Herdade”, dirigido por Tiago Guedes, com o Prémio Bisato d’Oro para Melhor Realização. Trata-se de um prémio paralelo aos galardões oficiais do festival de Veneza, distinto igualmente dos prémios da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci).

 O júri, presidido por Paolo De Cesare, refere que o filme português, “embora de forma mais íntima e menos espetacular, tem reminiscências do “Novecento” de Bertolucci”, concluindo que “a história é um pedaço de vida, um tempo passado com personagens que se tornam nossos companheiros numa preciosa viagem”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já felicitou hoje o realizador português Tiago Guedes por ter sido distinguido com o Prémio Bisato d’Oro de Melhor Realização atribuído pela crítica independente do festival de cinema de Veneza.

“Épico intimista, entre o melodrama e o imaginário do ‘western’ tardio, filme em diálogo com algum cinema clássico e moderno, nomeadamente o italiano, ‘A Herdade’ é uma história do Portugal contemporâneo contada a partir das vicissitudes de uma família de proprietário rurais do sul do país”, descreve o Presidente, na sua mensagem de felicitações.

“A Herdade”, que entrou na competição oficial do festival – o mais antigo da Europa – é protagonizado por Albano Jerónimo e Sandra Faleiro, e tem produção de Paulo Branco.

A longa-metragem conta a história de uma família dona de uma propriedade latifundiária, e traça “o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a revolução do 25 de Abril e até aos dias de hoje”, segundo a sinopse. Estreia nas salas portuguesas no dia 19 deste mês.