Após a itinerância por salas de cinema e instituições de ensino do país, os filmes premiados na 31.ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela regressam a Seia para sessões públicas, gratuitas, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura, até julho. De relembrar que a edição 2026 do CineEco acontece de 9 a 17 de outubro.
Todos os anos, e após cada edição, o CineEco leva o cinema ambiental a diversos públicos e territórios, promovendo a sensibilização ecológica, a inclusão e o acesso à cultura, afirmando o compromisso do Festival com a educação ambiental e a mudança social. Este ano, não foi exceção. Depois das extensões em cidades como Caldas da Rainha, Celorico da Beira, Coimbra, Faial, Vila Nova de Gaia, entre outras cidades, o CineEco regressa a casa com a exibição dos filmes premiados na edição do ano passado.
Os ECOS de Seia são uma iniciativa municipal que tem como principal objetivo proporcionar não só à comunidade senense, mas a todos os interessados dos municípios vizinhos, o (re)visionamento de 15 filmes laureados da 31.ª edição. Já este mês de maio e até julho, o Cineteatro da Casa Municipal da Cultura volta assim a ser o epicentro do cinema ambiental mundial, com uma mostra cinematográfica assente em eixos temáticos relevantes: Antropologia Ambiental; Metaformoses e Identidade; Território e Espiritualidade, Memória, Ativismo e Futuro; O Planeta em Alerta; e Ciclos de Água e Comunidade.
Destaque para exibição do Grande Prémio Ambiente, o documentário “The Town That Drove Away” (Polónia), da dupla de cineastas Grzegorz Piekarski e Natalia Pietsch. O filme faz parte de um conjunto de dez obras que estrearam no festival de Seia, no âmbito da Competição Internacional de Longas-Metragens, e acompanha a transição para a nova cidade dos habitantes da ancestral Hasankeyf, submersa pelas águas com a entrada em funcionamento do mega-projeto hidroelétrico no território.
Poderá ser (re)visto a 14 de julho pelas 21H30. Também o vencedor do Prémio Camacho Costa, o filme de ficção desarmante, urgente e poético, “Enquanto o Céu Não Me Espera” (Brasil) e “Katwe” (Uganda/Suécia), Prémio Antropologia Ambiental, voltam ao grande ecrã do Cineteatro de Seia nos dias 9 de junho e 12 de maio, respetivamente.
Ao todo serão exibidos 15 filmes, todas as sessões são gratuitas, sujeita à lotação da sala.
PROGRAMA
12 de maio | Sessão 1 — Antropologia Ambiental
“O Caso Katwe” (97 min) – Prémio Antropologia Ambiental.
19 de maio | Sessão 2 — Metamorfoses e Identidade (86 min)
“A Clawsome Tale” (22’) – Menção Honrosa Internacional.
“Cão Sozinho” (13’) – Prémio Curta em Língua Portuguesa.
“Martha” (7’) – Prémio de Curta de Animação.
“L’Ancien Monde” (11’) – Prémio Ficção, Não Ficção e Animação.
“Aurora” (20’) – Menção Honrosa Curta em Língua Portuguesa.
“O Último Pastor de Sabugueiro” (6’) – Prémio Panorama Regional.
9 de junho | Sessão 3 — Território e Espiritualidade (80 min)
“Enquanto o Céu Não Me Espera” (80’) – Prémio Camacho Costa.
16 de junho | Sessão 4 — Memória, Ativismo e Futuro (95 min)
“Não Haverá Mais História Sem Nós” (75’) – Menção Honrosa Longa em Língua Portuguesa.
“Vânia e Valéria” (20’) – Prémio Educação Ambiental.
14 de julho | Sessão 5 — O Planeta em Alerta (82 min)
“The Town That Drove Away” (70’) – Grande Prémio Ambiente.
“Plastic Surgery” (12’) – Prémio Curta/Média Internacional.
21 de julho | Sessão 6 — Ciclos da Água e Comunidade (63 min)
“Sukande Kasaká” (30’) – Prémio Valor da Água.
“Headland” (13’) – Menção Honrosa Valor da Água.
“Porta-te Bem” (20’) – Menção Honrosa Panorama Regional.

