“Bulakna”, o mais recente filme da realizadora portuguesa Leonor Noivo, estreia nas salas de cinema portuguesas no próximo 19 de março, depois de um vasto percurso em festivais internacionais e nacionais, que lhe valeu o Prix Renaud Victor no FID Marseille 2025 e o Prémio Alchemies no SEMINCI – Valladolid International Film Week, em Espanha. Em Portugal, o filme teve a sua estreia na última edição do DocLisboa e depois foi exibido no Caminhos do Cinema Português.
“Bulakna” invoca o nome de uma antiga guerreira filipina que resistiu à invasão colonial. Retrato da força e da desigualdade, o filme acompanha mulheres filipinas que hoje enfrentam uma nova forma de colonização: a migração forçada pelo trabalho. Empregadas domésticas em países estrangeiros, milhares de filipinas sustentam economias alheias, trabalhando como cuidadoras e deixando as suas próprias famílias para trás, em suspenso, na terra natal. Presas numa lógica global que transforma o cuidado em moeda de troca, vivem divididas entre o sustento e a saudade, entre o dever e a ausência.
“Bulakna” aborda questões fundamentais dos nossos tempos: a profunda desigualdade social num mundo pós-colonial, ao mesmo tempo que toca no mais íntimo do ser humano – o valor do trabalho, do corpo e da vida.
Ao abordar temas centrais do nosso tempo, como a desigualdade social, o valor do trabalho, do corpo e da vida, “Bulakna” afirma-se como um retrato sensível e contundente das dinâmicas invisíveis que estruturam o mundo contemporâneo.
Realizado por Leonor Noivo, cofundadora da Terratreme Filmes e autora de obras como “Madrugada” (2021) ou “Raposa” (2019), este filme convoca o nome de uma antiga guerreira filipina que resistiu à invasão colonial, estabelecendo um poderoso paralelo com as formas contemporâneas de exploração e desigualdade num mundo pós-colonial.
“Bulakna” é uma produção da Terratreme Filmes.

