A primeira semana de Agosto, com destaque para o arranque do ciclo Os Anos de Ouro do Cinema Italiano (51 filmes, 51 obras-primas do cinema italiano em cópias restauradas, muitas delas raras de ver por cá há bastante tempo, e algumas inéditas comercialmente), a exibir ao longo do mês, e a estreia, com a presença do realizador, de “Sirât”, de Oliver Laxe, teve várias sessões esgotadas e o cinema bateu um novo recorde de espectadores numa semana nas suas sessões regulares: 2747 espectadores.
Até ao fim do mês, continua o ciclo de cinema italiano, com filmes de Rossellini, De Sica, Visconti, Fellini, Pasolini, Antonioni, Dino Risi, Luigi Comencini, Marco Ferreri, Ermanno Olmi, os irmãos Taviani e Bernardo Bertolucci, entre outros que marcaram e continuam a marcar a história do cinema mundial e a nossa história de espectadores.
A partir de 14 de Agosto, data do aniversário de Wim Wenders, celebram-se os seus 80 anos com a exibição de 6 dos seus filmes icónicos, de “Alice nas Cidades” a “Paris, Texas” e “As Asas do Desejo”, aos filmes rodados em Portugal, com produção de Paulo Branco.
Destacam-se “O Estado das Coisas” (Leão de Ouro no Festival de Veneza), “Lisbon Story” / Viagem a Lisboa”, e ainda, numa oportunidade rara, a nova versão de “Até ao Fim do Mundo”, que também passou por Portugal, tendo Wenders acrescentado nesta sua Director’s cut várias sequências em Lisboa, algumas com Amália Rodrigues.
Estrear-se-ão ainda os novos filmes de Hong Sang-soo (“As Aventuras de uma Viajante na Coreia do Sul”, com Isabelle Huppert), de Darren Aronofsky (“Apanhado a Roubar”) e do italiano Paolo Virzì (“Férias em Agosto”).
Na programação de Setembro, que será apresentada daqui a cerca de duas semanas, continuará o ciclo Os Anos de Ouro do Cinema Italiano, com novos filmes, e estrearão, entre outros, filmes de Valeria Bruni Tedeschi (“Les Amandiers – Jovens para Sempre”, em Competição em Cannes, a história de um grupo de jovens que acabam de entrar na célebre escola criada por Patrice Chéreau no Théâtre des Amandiers de Nanterre, com Nadia Tareszkiewicz como protagonista num papel que a consagrou com o César de Melhor Atriz Promessa e o Prémio Lumière de atriz revelação, e com Louis Garrel no papel de Chéreau).
Do japonês Kôji Fukada (“Love Life”, da Competição de Veneza, uma obra singular onde o realizador reinventa o melodrama, um filme comovente e extremamente belo); do realizador brasileiro Gabriel Mascaro, num regresso em grande forma com “O Último Azul” (Competição no Festival de Berlim), a história de Tereza que parte à aventura numa viagem pela Amazónia, por aqueles rios acima, para realizar um último sonho; e um dos filmes mais aguardados do ano, “Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson, com Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro, que fará a sua estreia mundial no final do próximo mês.

