O IndieLisboa 2026 aproxima-se do fim, 11 dias e muitos filmes depois, e já é conhecido o palmarés da 23.ª edição do festival que desde 30 de Abril invadiu Lisboa. O festival já ultrapassou os 32 mil espectadores, número que é, desde já, superior ao total de 2025.
O festival termina hoje, domingo (10/05), às 21h30, na Culturgest, com a Sessão de Encerramento a exibir “The History of Concrete”, de John Wilson – que já se encontra esgotada.
Forma entretanto divulgados os Prémios Oficiais e Não Oficiais do IndieLisboa 2026. Os Prémios do Público (Longa Metragem, Curta Metragem e IndieJúnior) serão anunciados apenas na segunda-feira (11/05).
O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa (15 mil euros) foi atribuído, a “Barrio Triste”, de Stillz, uma co-produção colombiana e norte-americana que se destacou pela visão visceral e implacável de uma comunidade num momento específico da história de um país, alegou o júri composto por Karel Och, Rachel Daisy Ellis e Sara Bichão – que também entregou a “Bouchra”, de Meriem Bennani e Orian Barki, uma menção especial.
O Grande Prémio de Curta Metragem EMEL (4 mil euros) galardoou “How to Catch a Butterfly”, de Kiriko Mechanicus, um filme que constrói um ensaio inquieto e formalmente ousado sobre o que a fetichização realmente produz; não uma fantasia, mas um alvo, segundo o júri formado por Gonzalo E. Veloso, Patrick Gamble e Raquel André.
O mesmo júri atribuiu ainda dois prémios especiais (500 euros cada) a “Henry is a Girl Who Likes to Sleep” (Marthe Peters) e a “The Apple Doesn’t Fall”, de Dean Wei.
Já no cinema português, o Prémio Canais TVCine para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional (5 mil euros) sorriu a “Cochena”, de Diogo Allen, uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica, mencionou o júri constituído por Aya Koretzky, Feyrouz Serhal e Jaume Claret Muxart.
Júri que também escolheu o filme “A Providência e a Guitarra”, de João Nicolau, para o Prémio para Melhor Realização em Longa Metragem da Competição Nacional (mil euros) e “A Solidão dos Lagartos”, de Inês Nunes, para o Prémio Melhor Curta Metragem da Competição Nacional (2 mil euros) considerando o mesmo um filme poético em que o espaço da protagonista envolve o corpo humano, os gestos e as emoções, numa experiência contrastante entre o enraizamento e a alienação.
O Prémio Novo Talento McFly (que oferece serviços de pós-produção de som) foi vencido por “Coroa de Espinhos”, de Francisco Moura Relvas. Por fim, houve ainda espaço para uma menção especial atribuída a “XYZ”, de Alexandre Alagôa.
Na competição Novíssimos, dedicada a novas vozes do cinema nacional, “Abril de Helena”, de Maria Moreira e Victor Hugooli, foi o grande vencedor. O júri composto por Luís Campos, Rita Correia e Tobias Obermeier considerou que este cria uma sensação de intimidade raramente alcançada no cinema. Além de um prémio monetário de mil euros, o projecto passa a ter promoção e venda da Portugal Film e conta com uma bolsa de formação da Universidade Lusófona.
O Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem (1500 euros) coube a “My Wife Cries”, de Angela Schanelec. O júri – Eva Sangiorgi, Helvécio Marins e Joana Gonçalves de Sá – mencionou a silenciosa luminosidade de um filme sem concessões, que explora profundamente os sentimentos humanos e as relações. Ainda dentro da mesma secção, o Prémio Silvestre Escola das Artes para Melhor Curta Metragem (mil euros) distinguiu “Lover, Lovers, Loving, Love”, de Jodie Mack.
O Prémio IndieMusic (mil euros) – júri Marcos Farrajota, Vera Marmelo e Violeta Azevedo – premiou o filme “PARA VIVIR El implacable tiempo de Pablo Milanés”, do realizador e filho do fundador da nueva trova cubana Fabien Pisani.
Prémios Não Oficiais
Prémio Amnistia Internacional: “Mulheres de Abril“, de Raquel Freire
Prémio Árvore da Vida para Filme da Competição Nacional: “P’ra Que Vivam”, de Carlos Lima
Prémio MUTIM (que consagra a curta da secção Novíssimos que melhor contribua para um imaginário cinematográfico não estereotipado no cinema português): “Abril de Helena”, de Maria Moreira e Victor Hugooli
Prémio Universidades para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional: “Cochena”, de Diogo Allen
Prémio Escolas para Melhor Filme Novíssimos: “Éramos Só Putos”, de João Nunes Monteiro

