IndieLisboa 2025: Revelada a Programação das Secções Boca do Inferno, IndieMusic, Smart7 e ESFN

O IndieLisboa 2025 continua a revelar a programação para a sua 22ª edição que decorre já de 1 a 11 de Maio
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© Violena Ampudia

O IndieLisboa 2025 continua a revelar a programação para a sua 22ª edição que decorre já de 1 a 11 de maio, anunciando os conteúdos esperados para a Boca do InfernoIndieMusic e a programação associada às redes europeias das quais o IndieLisboa é membro: Smart7 e ESFN – European Short Film Network.

A Boca do Inferno volta a fazer parte do festival e no programa de 2025 estão integradas 7 longas e 8 curtas-metragens. “Bring Them Down” é um thriller de Christopher Andrews que fala de trauma geracional num confronto entre duas famílias irlandesas – e conta com Barry Keoghan e Christopher Abbott no elenco. Kiyoshi Kurosawa traz-nos “Serpent’s Path”, um remake de um filme que o próprio estreou em 1998, agora em versão francesa.

Este ano, a Boca do Inferno promove vários regressos ao IndieLisboa, entre eles o uruguaio Pablo Stoll – traz-nos “El tema del Verano”, uma festa de zombies à beira-mar – que volta a Lisboa depois de “Whiskey”, visto em 2004, na já longínqua primeira edição, num filme correalizado com Juan Pablo Rebella.

O IndieMusic, em 2025, volta a primar pela heterogeneidade: dez filmes cujas texturas sonoras falam para várias geografias. “La Guitarra Flamenca de Yerai Cortés” centra-se na vida do guitarrista natural de Alicante e é mais um empurrão de Antón Álvarez no seu esforço de divulgação do flamenco.

Ainda presente “It Was All a Dream”, sobre a era dourada do hip-hop nos EUA, aquela prolífica primeira metade dos 90s e “Sly Lives” realizado por Questlove (The Roots) sobre a lenda do funk Sly Stone.

A música electrónica é outra que merece especial destaque no IndieMusic: “Move Ya Body: The Birth of House”, de Elegance Bratton, levanta o véu sobre as raízes da house; e “Paraíso” é um filme de Daniel Mota, em estreia mundial, que dança com os primeiros anos da cultura rave em Portugal.

Há mais uma estreia mundial neste IndieMusic: “Orlando Pantera”, de Catarina Alves Costa, uma viagem pelo legado do músico cabo-verdiano prematuramente desaparecido. De Flávia Moraes será exibido ainda “Milton Bituca Nascimento”, em torno da digressão de despedida do pioneiro músico brasileiro. “Monk in Pieces” é um filme sobre a visionária compositora e performer Meredith Monk – a realização é de Billy Shebar e de David Roberts.

De Itália chega “Canone Effimero”, um filme dos irmãos Gianluca e Massimiliano De Serio ambientado na recolha musical e tradição oral a partir do estudo da zampogna, instrumento de sopro originário da Calábria.

A terceira edição do Smart7, programa de competição europeu que tem como principal objetivo sublinhar o trabalho de jovens cineastas emergentes, está de regresso ao IndieLisboa, um dos 7 festivais que em 2023 fundou esta iniciativa que conta com o apoio do programa de cooperação MEDIA da Europa Criativa da União Europeia. São 7 os filmes que vão circular pelo Velho Continente, entre os quais se destaca o português “Hanami” da realizadora Denise Fernandes.

A ESFN – European Short FIlm Network (ou Rede Europeia de Curtas-Metragens) teve a sua fundação em 2018 como meio de promover e fortalecer as curtas-metragens com origem europeia. Além do IndieLisboa, outros cinco festivais são membros desta rede: Internationale Kurzfilmtage Oberhausen (Alemanha), Go Short Festival in Nijmegen (Países Baixos), 25FPS (Croácia), Vienna Shorts (Áustria) e Uppsala Kortfilmfestival (Suécia).

Em 2025, o programa, sob o título The Raw: The Origins of Digital Film, traz-nos 9 filmes experimentais que se demoram na esteira da imagem digital, os seus processos, técnicas e distintas abordagens.