“Los Domingos” vence Concha de Ouro, “Duas Vezes João Liberada” conquista ‘Flechazo’ Tabakalera

Alauda Ruiz de Azua, "Los Domingos", Concha de Ouro Alauda Ruiz de Azua, "Los Domingos", Concha de Ouro
© SSIFF - Photo: Iñaki Luis

O filme “Los Domingos”, da cineasta espanhola Alauda Ruiz de Azúa, foi o vencedor da Concha de Ouro, para o Melhor Filme da 73ª edição do Festival de San Sebastián, um prémio atribuído pelo júri presidido pelo cineasta Juan António Bayona.

Além da Concha de Ouro, o filme recebeu ainda o Prémio FIPRESCI, concedido pela crítica internacional, além do Prémio Irizar ao Cinema Vasco, premiando a produção que melhor representa a cinebiografia do País Basco.

Relativamente à melhor interpretação, a Concha de Prata ex-aequo foi para o ator espanhol José Ramón Soroiz, pelo seu papel, em “Maspalomas” (Espanha), e para a atriz Zhao Xiaohong, em “Jianyu Laide Mama” / “Her Heart Beats in Its Cage” (China). Já Camila Plaate foi distinguida com a Concha de Plata para melhor interpretação secundária, em “Belén” (Argentina).

Na categoria de direcção, a cineasta portuguesa Laura Carreira (vencedora do mesmo prémio o ano passado, por On Falling), entregou o prémio a Joachim Lafosse, por “Six jours ce printemps-là”, trabalho que já lhe tinha valido o prémio em 2015 e que nesta edição também recebeu o prémio de Melhor Argumento, um prémio que Lafosse repartiu com Chloé Duponchelle e Paul Ismaël. Ainda na vertente técnica, Pau Esteve foi galardoado com a Concha de Plata de Melhor Fotografia por “Los Tigres”.

Um destaque especial para o Prémio Especial do Júri atribuído a “Historias del buen valle” (Espanha-França), de José Luis Guerin, um bravo filme documental, do cineasta que já havia recebido reconhecimento em 2001, com “En construcción”.

Outros prémios e distinções

Além dos prémios principais, o festival premiou várias obras e talentos emergentes. O filme dinamarquês “Vaegtloes” / “Weightless”, de Emilie Thalund, com o Prémio na secção Novos Diretores, reconhecendo o talento de um estreante com um filme, muito conseguido, sobre uma colónia de jovens com o objetivo de perder peso.

A obra colombiana-alemã-sueca “A Poet”, de Simón Mesa Soto, conquistou o Prémio Horizontes, reforçando a qualidade das novas cinematografias latino-americanas. Destaque ainda para a secção Zabaltegi-Tabakalera, onde “The Ice Tower”, de Lucile Hadzihalilovic, recebeu duas menções especiais, e para “Duas vezes João Liberada”, da portuguesa Paula Tomás Marques.

Igualmente importante é o Prémio do Público, este ano distinguindo um filme da secção Perlak, justamente para “The Voice of Hind Rajad”, dirigido por Kaouther Ben Hania, muito ovacionado desde o festival de Veneza. Ainda na mesma secção, o prémio para a Melhor Filme Europeu foi para a animação “Little Amélie or the Character of Rain”, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, reconhecendo uma abordagem artística inovadora e sensível.

Palmarés

Concha de Ouro – “Los Domingos”, de Alauda Ruiz de Azúa (Espanha)
Prémio Especial do Júri – “História del Buen Valle”, de José Luis Guerin (Espanha)
Concha de Prata – Melhor Realização – Joachim Lafosse, “Six Jours ce Primtemps-lá”
(Bélgica)
Concha de Prata – Melhor Interpretação Protagonista (ex-aequo)
José Ramon Soroiz, em “Mespalomas” (Espanha)
Zhao Xiaohong, em “Her Heart Beats In Its Cage” (China)
Concha de Prata – Melhor Interpretação Secundária
Camila Plaate, em “Belén” (Argentina)
Prémio do Júri Melhor Guião – Joachim Lafosse, Chloé Duponchelle, Paul Ismaël, em
“Six Jour ce Primtemps-lá”
Prémio do Júri – Melhor Fotografia – Pau Esteve (Espanha), em “Los Tigres” (Espanha,
França)

Outros Prémios Oficiais:
Prémio Novos realizadores – “Weightless”, de Emilie Thalung (Dinamarca)
Menção especial – “Aro Berria”, de Irati Gorostidi Agirretxe (Espanha)

Prémio Horizontes
“Un Poeta”, de Simón Mesa Soto (Colômbia)
Menção especial – “Hiedra”, Ana Cristina Barragán (Equador)
Menção especial – “Un Cabo Suelto”, de Daniel Hendler (Uruguai)

Prémio Zabaltegi – Tabakalera
“La Tour de Glace”, de Lucile Hadzihalilovic (França)
‘Flechazo’
“Duas Vezes João Liberada”, de Paula Tomás Marques (Portugal)