Nos últimos anos, e com a ascensão (feliz) das plataformas de streaming, a Netflix tem gerado celeuma junto da sociedade cinematográfica, nomeadamente quando o assunto diz respeito a lançamentos (produções) originais. A mais recente “polémica” tem que ver com o próximo filme de Martin Scorsese, “O Irlandês”.

Terá exibição nos EUA a partir de 1 de novembro e tem estreia mundial na Netflix a 27 de novembro, o que quer dizer que estará “apenas” 26 dias nos cinemas independentes, algo que não agrada ao realizador. Recorde-se que “O Irlandês” tem estreia mundial no Festival de Cinema de Nova Iorque a 27 de setembro e chegará ao Reino Unido a 8 de novembro (e será também o filme de encerramento do Festival de Cinema de Londres a 13 de Outubro).

O New York Times referiu, recentemente, que houve meses de negociações entre produtoras e Netflix, sem mudanças nas pretensões restritas da cadeia de streaming, informação complementada pelo Hollywood Reporter, que afirma que algumas dessas reuniões contaram com o próprio Scorsese.

Sobre a tal mudança de paradigma no cinema, importa realçar que a Amazon Studios já testou os limites do mercado e no futuro próximo, com a chegada do serviço de streaming Disney+, a concorrência à plataforma Netflix cimenta-se.

Em “O Irlandês” Robert De Niro apresenta-se como Frank Sheeran, um veterano da Segunda Guerra Mundial que se torna assassino da máfia, tendo participado no desaparecimento do chefe sindical Jimmy Hoffa, este último interpretado por Al Pacino. Para além dos nomes mais sonantes, algumas das outras personagens serão interpretadas por atores como Harvey Keitel (Angelo Bruno), Ray Romano (Bill Bufalino), ou Anna Paquin (Peggy Sheeran).