A segunda longa-metragem de Mascha Schilinski, “Olhar o Sol” chega às salas de cinema portuguesas a 19 fevereiro, depois de receber o Prémio do Júri no Festival de Cannes e estar na shortlist de nomeados aos Óscares de Melhor Filme Internacional e Melhor Fotografia. O filme acompanha quatro gerações de mulheres (anos 1910, 1940, 1980 e 2020) que passam a sua juventude numa remota quinta do norte da Alemanha, todas elas ligadas por segredos e traumas.
Ao longo de um século, Alma, Erika, Angelika e Lenka, quatro raparigas de diferentes gerações, passam a sua juventude na mesma quinta no norte da Alemanha. Os ecos do passado permanecem nas suas paredes, e as suas vidas entrelaçam-se até que o tempo parece dissolver-se. Uma história envolvente que mergulha o espectador na experiência feminina vivida por aquelas que ficaram à margem da história.
Schilinski mergulha-nos nas histórias das raparigas que ali viveram, cada uma lidando com o desejo, a perda e a identidade dentro dos seus próprios contextos históricos e sociais. Através das suas perspetivas, o filme oferece uma reflexão poderosa sobre a adolescência feminina ao longo do tempo.
O filme examina o que é transmitido não apenas através das palavras, mas também através do silêncio, dos gestos e dos resquícios emocionais, um tema especialmente relevante em contextos pós-conflito ou patriarcais. É uma história envolvente que nos mergulha na experiência feminina vivida por aquelas que ficaram à margem da história.

