Sidney Poitier: morre o símbolo da luta contra o racismo e primeiro ator negro a receber Oscar

Referência do cinema americano dos anos 50 e 60, Sidney Poitier faleceu esta quinta-feira à noite, em Los Angeles, aos 94 anos. A notícia foi avançada pela imprensa local das Bahamas, local onde o o actor e realizador era oriundo e cresceu, e mais tarde, confirmada pelo NBC NEWS.

Com mais de 70 anos de carreira, o ator e realizador Sidney Poitier, nascido em Miami a 20 de fevereiro de 1927, marcou o cinema norte-americano com a participação e realização em mais de 50 filmes.

Aqui destacamos alguns trabalhos como ator: Falsa Acusação (1950), Sementes de Violência (1955), Os Audaciosos (1958), Os Lírios do Campo (1963), Gigantes do Mar (1964), A Maior História de Todos os Tempos (1965), Adivinha Quem Vem Jantar (1967), O Ódio Que Gerou o Amor (1967).

E destaque também para alguns filmes alguns como realizador: ” Direito por Linhas Tortas” (1972), “Um Dezembro Quente” (1973), “Dois Honrados Vigaristas” (1977), “O Casal Trapalhão” (1982), “O Caminho do Sucesso” (1985) e “O Papá Fantasma” (1990).

Em 2009, recebeu de Barack Obama, a Medalha da Liberdade; em 2002 o Óscar pela Carreia; em 1964 foi o primeiro ator negro a conquistar o Oscar de Melhor Ator com o filme Lilies of the Field (Os Lírios do Campo [1963]) de Ralph Nelson. Ele foi igualmente o primeiro ator negro indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo filme de 1958 ” Os Audaciosos“, de Stanley Kramer. Ao longo da sua carreira destacam-se também dois Globos de Ouro e um Bafta.

Os Lírios do Campo, 1963

Serviu como embaixador das Bahamas no Japão entre 1997 e 2007 e na UNESCO.  Em janeiro passado, a Universidade Estadual do Arizona anunciou que iria nomear a nova escola de cinema a Sidney Poitier New American Film School, pelas suas contribuições para o mundo. Sir Sidney escreveu uma autobiografia em 2000, “The Measure Of A Man – A Memoir“. Ele deixa esposa e seis filhos.

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