5.ª Mostra do Filme Marginal começa dia 12 de setembro no Rio de Janeiro

A Mostra do Filme Marginal tem por objetivo valorizar e divulgar produções audiovisuais independentes brasileiras que coloquem em cena personagens e temáticas socialmente marginalizadas
"Caluim", curta-metragem baiano, com direção de Marcos Alexandre 5.ª Mostra do Filme Marginal "Caluim", curta-metragem baiano, com direção de Marcos Alexandre 5.ª Mostra do Filme Marginal
"Caluim", curta-metragem baiano, com direção de Marcos Alexandre

De 12 a 21 de setembro, o Rio de Janeiro sedia a 5.ª Mostra do Filme Marginal: Cinema de Luta, Arte de Libertação. Com entrada franca, o público terá acesso a produções audiovisuais independentes de curta, média e longa-metragem que estimulam a reflexão sobre injustiças e desigualdades e que inspirem a ação e a resistência.

O evento será centralizado no Estação NET Botafogo, mas estão programadas exibições em diferentes pontos da cidade, como o IFCS/UFRJ, a Biblioteca Parque de Manguinhos, Instituto Benjamin Constant, Areninha de Guadalupe, Teatro Correios Léa Garcia, Ponto Cine, Galpão Bela Maré, Lado B e CCS Movimento. Muitas sessões incluem bate-papo com os realizadores.

A 5.ª Mostra do Filme Marginal é uma realização da Corpo Fechado Produtora com apoio do Pró-Carioca Audiovisual 2024 – Edital de Apoio à Produção de Mostras e Festivais de Audiovisual, Lei Paulo Gustavo, Rio Filme.

Realizada anualmente, a Mostra do Filme Marginal tem por objetivo valorizar e divulgar produções audiovisuais independentes brasileiras que coloquem em cena personagens e temáticas socialmente marginalizadas.

A mostra é um espelho das questões que mais mobilizam a nossa sociedade a cada ano. Na seleção de 2025, aparecem temas como precariedade de trabalho, encarceramento, etarismo, racismo, violência doméstica, superexploração de recursos naturais, exclusão, invisibilidade social, sexismo, lixões, entre outros, revela Uilton Oliveira, idealizador do evento.

Seja em ficções, documentários, produções experimentais, ficção científica, animação, realismo fantástico ou horror, os filmes envolvem maternidade, romances LGBT+, religiões afrobrasileiras, envelhecimento, cotas raciais, quilombos, jongo, música, punks, pixação, ditadura militar… Muitas sessões incluem recursos de acessibilidade, seja legenda descritiva, audiodescrição, legenda em português ou libras.

As inscrições para a 5.ª Mostra do Filme Marginal: Cinema de Luta, Arte de Libertação ocorreram de 01 a 18 de maio de 2025, aberta para filmes finalizados a partir de 2022. Todas as produções inscritas foram analisadas pela curadoria nomeada, que decidiu, soberanamente, as selecionadas.

A mostra de 2025 traz trabalhos de todas as regiões do país, incluindo os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Sergipe.

Há também um trabalho da Guiné-Bissau, África. A Mostra do Filme Marginal foi criada em 2017. No seu primeiro ano contou com 36 filmes inscritos e, na última edição, em 2024, as inscrições chegaram a 404.

Desde que foi criada em 2017, a Mostra do Filme Marginal é uma iniciativa de difusão, reflexão, estímulo, autoformação e organização do público para um cinema popular, autoral e crítico. Por meio de parcerias com movimentos sociais e instituições culturais, tornou-se um importante espaço de divulgação de produções que trazem personagens e temáticas sociais, políticas e culturais diversificadas e marginalizadas pelo sistema sociopolítico vigente, com uma leitura crítica fora dos meios comerciais.