O Cinema 7ª Arte festeja mais um aniversário, oito anos de existência. Desde 2008 que escrevemos, como cinéfilos, sobre cinema, com o objectivo de o divulgar e partilhar o gosto de ver cinema. Hoje, com mais de três mil artigos publicados e muitos seguidores, comemoramos o 8º aniversário com a mesma vontade e paixão pelo cinema que tínhamos há oito anos.

Se disséssemos que somos um bando de miúdos, um tanto sonhadores, que queriam fundar um site para escrever sobre filmes e que, por algum desígnio divino, pudessem fazer da vida isto de escrever sobre cinema, seria possível? A resposta óbvia: dificilmente. Mas isso não impediu o bando de criá-lo em 2008, ano de fundação do Cinema 7ª Arte. O espírito do Western tinha-se entranhado em nós…”

O ano de 2016 fica marcado pela aposta numa nova imagem do site e do logotipo (da autoria do designer Filipe Losna). Com “a nova identidade visual, simultaneamente forte e elegante, cria-se com o objectivo claro de fazer afirmar o projecto Cinema Sétima Arte, não somente como mais um site sobre cinema, mas como um projecto cada vez mais sério, independente e com uma identidade única, uniforme e bem definida, que reflita os objectivos dos fundadores”.

Em 2015, o 7º aniversário foi dedicado ao centenário do nascimento de Orson Welles, uma das figuras mais influentes do cinema, que completaria 100 anos de vida, nesse ano, se fosse vivo. Este ano dedicamos o 8º aniversário ao cineasta iraniano Abbas Kiarostami, o mais premiado dos cineastas iranianos, que faleceu no passado dia 4 de julho de 2016, aos 76 anos. O cineasta deixa uma obra imensa que irá perdurar para sempre. Kiarostami criou uma das cinematografias mais interessantes da atualidade e foi um dos realizadores iranianos mais conhecidos de sempre.

Em 1997, com “O Sabor da Cereja”, recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, dividida com o japonês Shohei Imamura, por “A Enguia”. Em 1999 venceu o Grande Prémio do Júri e o prémio FIPRESCI pelo filme “O Vento Levar-nos-á”. Com mais de 40 filmes na sua filmografia, entre curtas e longas-metragens, o seu trabalho alternou sempre entre a ficção e o documentário, ou onde estes se misturavam de forma poética. Destacam-se filmes como “Onde Fica a Casa do Meu Amigo?”(1987), “Close-Up” (1990), “Dez” (2002), “Shirin” (2008), “Cópia Certificada” (2010) e “Like Someone in Love” (2012). Kiarostami, o cineasta do ‘tudo’ ou ‘nada’, da ‘ausência’ e do ‘movimento parado’, criou uma cinematografia própria, original e vibrante.

“Mesmo na total escuridão a poesia está ali, e está ali para ti.” – Abbas Kiarostami

Por mais cliché e replicado que este discurso possa parecer, a verdade é que este é o lugar e a altura do ano para agradecer a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuem para a existência do Cinema 7ª Arte. A todos um sincero obrigado por visitarem este pequeno projeto.