“A Morte de Luís XIV” é o novo filme do cineasta catalão Albert Serra (venceu o Leopardo de Ouro em Locarno com “História da Minha Morte” (2013)), uma coprodução da portuguesa Rosa Filmes, que conta com Jean-Pierre Léaud, um dos ícones da Nouvelle Vague Francesa, no papel principal. Foi divulgado ontem que o filme vai integrar a Selecção Oficial do Festival de Cannes 2016, que irá ter lugar de 11 a 22 de maio.

O filme, uma produção franco-suíça, rodada em Bordéus e em Queluz, é baseado nos escritos de Saint Simon, que relatam os últimos dias do rei. Para além de parte da rodagem ter decorrido em Portugal, a pós-produção está a ser coordenada pela Rosa Filmes. Aliás, o realizador ainda se encontra na Rosa Filmes, a terminar a cópia final para a world premiere no início do próximo mês. Para além de Jean-Pierre Léaud (“Os 400 Golpes” (1959), “Masculino Feminino” (1966), “Domicílio Conjugal” (1970), “As Duas Inglesas e o Continente” (1971)) no papel principal, o filme conta ainda com a participação dos atores Patrick d’Assunção, Irène Silvagni, Bernard Belin, Philippe Crespeau, José Wallenstein, Filipe Duarte e Vasco Araújo.

“É um filme muito preciso e arriscado. Foi um prazer trabalhar com o Jean-Pierre Léaud. É o Jean-Pierre Léaud mas não aquele que conhecemos! Tem sido muito bom trabalhar em Portugal com a Rosa Filmes. Já estou cá há três meses.”, comentou o realizador sobre a sua experiência da coprodução portuguesa. “A Morte de Luís XIV”, coproduzido pela Rosa Filmes, com o apoio da RTP e do Instituto do Cinema e do Audiovisual, é o único filme português na Selecção Oficial de Cannes 2016.

“Um dia, ao voltar de uma caçada, Luís XIV começa a sentir uma dor na perna… Duas semanas depois está profundamente doente, acamado em Versailles. Rodeado pela sua corte, este é o início da agonia do rei mais importante da França. Consegue apenas ir a algumas reuniões, mas dificilmente consegue governar. A sua esposa Madame de Maintenon, o seu filho Luís XV e o médico Fagon temem o seu último suspiro, tentando escondê-lo do público para preservar o futuro da França.”