Em todo o mundo o mercado das plataformas de streaming e de video-on-demand (VoD) não para de aumentar e Portugal não é exceção. Chegou a SPAMFLIX, uma plataforma internacional de streaming para filmes de culto e outras raridades.

Apelidada de “a Netflix dos fãs de filmes de culto” pelo site Geek Spin, o catálogo da Spamflix é composto por mais de 70 filmes, muitos deles raros e pouco vistos que, apesar de aclamados em festivais de filmes de autor, não conseguiram distribuição internacional. “Com esta aplicação, a Spamflix quer tornar o cinema de autor de qualidade mais acessível ao público que consome cinema através dos dispositivos móveis e televisões”, diz o italiano Markus Duffner, fundador da plataforma em 2018.

Os filmes podem ser vistos nos smartphones (IOS e Android), tablets e na televisão através de Chromecast e AirPlay. Ao contrário de outros serviços de streaming, a adesão à Spamflix é gratuita, não cobrando uma assinatura mensal: o utilizador paga apenas o aluguer do filme que quiser ver, tendo acesso ao mesmo durante 72 horas. O custo de aluguer é de 3€ por filme, podendo o pagamento ser feito através de cartão de crédito ou PayPal.

“A Spamflix é cofinanciada pelo Programa Operacional Lisboa2020 do Fundo Europeu FEDER. É uma plataforma de video-on-demand de conteúdos cinematográficos autorais, numa linha editorial fortemente procurada, mas ainda de difícil acesso à comunidade internacional. O projeto envolve a internacionalização da marca nos canais mais relevantes para a sua expansão e consolidação.”

O catálogo da Spamflix aposta sobretudo na comédia negra, crime, nonsense e cinema fantástico de filmes internacionais, mas também oferece filmes de culto do cinema português. Com destaque para “Embargo” (2010), de António Ferreira, “A Floresta das Almas Perdidas” (2017), de José Pedro Lopes, “Diamantino” (2018), de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes e “O Filme do Bruno Aleixo” (2020), dos realizadores João Moreira e Pedro Santo.

Entre os lançamentos mais recentes encontramos: “La leggenda di Kaspar Hauser” (2012), de Davide Manuli; “O Som do Medo” (2012), de Peter Strickland; “The Wild Boys” (2017), de Bertrand Mandico; “Tombstone-Rashomon” (2017) e “Straight to Hell Returns” (2010), ambos do britânico Alex Cox; os documentários do canadiano Denis Côté, “Bestiaire” (2012) e “Carcasses” (2012).

A lista completa de filmes pode ser consultada no site da plataforma.