O Dia Mundial da Água é uma celebração global criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de março de 1992, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância desse recurso natural vital para a sobrevivência da humanidade e de todas as formas de vida no planeta Terra.
A data foi criada para chamar a atenção quanto a necessidade de preservar e gerir de forma sustentável os recursos hídricos do mundo, promover o acesso à água potável e saneamento básico, além de incentivar práticas responsáveis de consumo e gestão de água.
Manter hábitos saudáveis é essencial para garantir uma boa qualidade de vida, e isso inclui a adoção de uma dieta balanceada e a prática regular de atividades físicas. Mas um componente fundamental e muitas vezes negligenciado é a água. Ela é um dos principais constituintes do corpo humano, correspondendo a cerca de 60% do peso corporal, e desempenha funções vitais como regular a temperatura, transportar nutrientes e eliminar resíduos metabólicos.
Beber água regularmente ajuda a manter o equilíbrio hídrico do organismo, evitando a desidratação e o comprometimento da saúde. Além disso, ela contribui para a manutenção da pele, cabelos e unhas saudáveis, melhora a função intestinal, ajuda a controlar o apetite e a evitar o ganho de peso excessivo. A água é também uma aliada importante para quem pratica atividades físicas, pois ajuda a evitar a fadiga muscular e melhora o desempenho durante o exercício.
Por isso, é fundamental conscientizar a população sobre a importância da água para a saúde e para o meio ambiente, além de incentivar a adoção de práticas sustentáveis para o consumo e gestão desse recurso natural tão precioso. Afinal, cuidar da água é cuidar da vida!
Em razão da data comemorativa presente, o Cinema Sétima Arte gostaria de chamar a atenção para a importância do consumo adequado de água para manter o bem-estar corporal, especialmente em regiões com clima quente, como Portugal e outras partes da Europa. Nesse contexto, aproveitamos para oferecer algumas sugestões cinematográficas pertinentes ao tema.
Confira nossas sugestões:
“Oceanos de Plástico” (2016), de Craig Leeson
Neste trabalho, a equipe de documentaristas dedicados ao estudo dos oceanos empreendeu uma jornada fascinante para registrar os mais diversos ecossistemas marinhos ao redor do planeta. Para tal, eles se aventuraram a mergulhar com gigantes das águas, como baleias, e a investigar as profundezas do mar em busca de novas descobertas. Ao longo dessa jornada, a equipe flagrou situações extremas de contaminação, testemunhando de perto os efeitos danosos da ação humana sobre a biodiversidade marinha. Para compor um registro completo e atualizado, os documentaristas se dedicaram a acompanhar o trabalho de pesquisadores de renome, que conduzem estudos de ponta sobre o tema da conservação dos oceanos.
O resultado desse trabalho é um filme de alta qualidade, que oferece ao público uma experiência envolvente e reveladora sobre a riqueza e a fragilidade do mundo marinho. Disponível tanto na plataforma Netflix quanto no YouTube, a obra é um convite para repensarmos nossas práticas e atitudes em relação aos oceanos, e para nos engajarmos em ações concretas em prol de sua preservação.
“Mulheres das Águas” (2016), de Beto Novaes
O documentário realizado por Beto Novaes é uma obra intensa e emocionante, que traz à luz o retrato da vida e da luta das pescadoras que habitam os manguezais do Nordeste do Brasil. Essas mulheres, protagonistas da narrativa, enfrentam diariamente desafios e adversidades para garantir a sobrevivência de suas famílias e a preservação do ecossistema em que vivem. A poluição gerada por grandes indústrias e o turismo predatório, que se expande sem controle na região, são os principais vilões que ameaçam o modo de vida das pescadoras e comprometem o equilíbrio ambiental dos manguezais. Diante dessa realidade, as mulheres se unem em busca de soluções, utilizando seus conhecimentos ancestrais e a organização comunitária como estratégias para enfrentar as dificuldades impostas.
Ao retratar essa realidade, o documentário oferece ao espectador a oportunidade de conhecer de perto a riqueza cultural e a força dessas mulheres, que lutam com garra e determinação pela manutenção de sua identidade e de seu modo de vida. Disponível na íntegra no YouTube, a obra é uma fonte preciosa de informações e inspiração para todos aqueles que se preocupam com a preservação do meio ambiente e com a garantia de direitos das comunidades tradicionais.
“A Lei da Água” (2015), de André D´Elia
O documentário “A Lei da Água”, realizado por André D’Elia e produzido por Fernando Meirelles, é uma obra cinematográfica que aborda de forma clara e didática a relação entre o novo Código Florestal e a crise hídrica que afeta o Brasil.
Através de imagens impactantes e depoimentos de especialistas, o filme revela a importância crucial das florestas para a conservação dos recursos hídricos no país. A partir de uma análise minuciosa do Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional em 2012, o documentário evidencia os impactos negativos das alterações realizadas na legislação sobre o meio ambiente e, consequentemente, sobre a oferta de água potável para a população. O filme não se limita a apontar os problemas, mas também apresenta soluções e exemplos práticos de como a proteção das florestas e dos mananciais de água pode contribuir para a garantia do acesso à água para todos. Além disso, o documentário destaca o papel da sociedade civil na luta pela preservação ambiental e pela garantia dos direitos à água.
Disponível na íntegra no YouTube, “A Lei da Água” é uma obra essencial para todos aqueles que se preocupam com a crise hídrica e com a conservação do meio ambiente, oferecendo informações valiosas para a compreensão do tema e inspirando a ação consciente em prol da preservação dos recursos naturais do país.
“Rios Mortos” (2017), de Dêniston Diamantino
O documentário “Rios Mortos”, dirigido por Dêniston Diamantino, é uma obra que expõe de forma comovente a realidade dos afluentes que secaram e deixaram de correr para o rio São Francisco. Através de imagens impactantes e depoimentos de especialistas, o filme mostra a importância crucial da preservação dos pequenos corpos de água para a proteção do rio São Francisco, um dos mais importantes do país.
O documentário chama a atenção para o fato de que a degradação dos pequenos afluentes é um dos principais fatores que têm contribuído para a crise hídrica que afeta a região do São Francisco. A partir de um olhar sensível e humano, “Rios Mortos” revela as consequências devastadoras da falta de cuidado e proteção dos recursos hídricos, destacando a urgência de ações concretas para a preservação dos corpos d’água e para a garantia do direito à água para todas as pessoas. Além disso, o documentário também aborda a questão social envolvida na crise hídrica, evidenciando o impacto sobre as comunidades que dependem diretamente do rio São Francisco e dos seus afluentes para a sobrevivência. Nesse sentido, a obra alerta para a necessidade de uma abordagem integrada e sustentável que leve em conta não apenas os aspectos ambientais, mas também os sociais e econômicos.
Disponível na íntegra no YouTube, “Rios Mortos” é uma obra que toca profundamente o espectador, inspirando a reflexão e a ação em prol da preservação dos recursos hídricos e da garantia do direito à água para todos.

