Terminou no passado sábado a 21.ª edição do Doclisboa, numa cerimónia de entrega dos galardões na Casa Independente, com o Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme, na competição internacional, a ser entregue à obra mexicana “La tierra los altares”, de Sofía Peypoch.
Segundo o júri, o filme foi premiado por ter a “capacidade de entrelaçar delicadamente a história pessoal, a grande História e a ancestralidade num movimento em que a arqueologia como ciência confere profundidade histórica à escavação de traumas íntimos da realizadora”.
O Prémio RTP do Júri da Competição Internacional foi atribuído à produção belga “Terril”, de Jorn Plucieniczak, “pela maturidade da sua abordagem e pela forte coerência formal deste filme marcado pela latência e pela desaceleração”. Nota ainda para a Menção Honrosa que distinguiu “Magnificent Sky”, de Alexandru Badea.
Na Competição Portuguesa, o Prémio HBO Max para Melhor Filme foi para “As Melusinas à Margem do Rio”, de Melanie Pereira, “pela criação de uma forma de reimaginar uma lenda através da experiência dos trabalhadores, do género e da identidade nacional”. O documentário de Melanie sobre questões de identidade e nacionalidade venceu ainda mais dois prémios, o Prémio Escolas ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa e o Prémio Midas Filmes e Doclisboa para Melhor Primeiro Filme Português.
O Prémio Sociedade Portuguesa de Autores coube a “Memories of a Perfect Day”, de Davina-Maria El Khoury, “pela compreensão lírica de que o isolamento pode ser redimido através da expressão criativa”. O Prémio do Público, votado pelos espectadores, foi para o documentário “Verdade ou Consequência?”, de Sofia Marques.
Atribuído pela primeira vez, o prémio Direitos e Liberdades, atribuído ao melhor filme de temática associada aos Direitos da Humanidade, foi para “An Owl, a Garden and the Writer”, de Sara Dolatabadi. “O documentário é uma oportunidade de ouvir as vozes livres iranianas, dos seus intelectuais silenciados (como das mulheres reprimidas). Uma oportunidade que nos é oferecida num jardim, entre momentos de intimidade com a jovem neta e as recordações de Mahmoud e a solidão do seu exílio interno.”, segundo o júri.
PRÉMIOS DOCLISBOA 2023
Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme da Competição Internacional
La tierra los altares, de Sofía Peypoch
Prémio RTP do Júri da Competição Internacional
Terril, de Jorn Plucieniczak
Menção Honrosa – Competição Internacional
Magnificent Sky, de Alexandru Badea
Prémio HBO Max para Melhor Filme da Competição Portuguesa
As Melusinas à Margem do Rio, de Melanie Pereira
Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Portuguesa
Memories of a Perfect Day, de Davina-Maria El Khoury
Prémio Melhor Curta-Metragem
At Night, the Red Sky, Ali Razi
Prémio Revelação Canais TV Cine
la tierra los altares, de Sofia Peypoch
Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis
Hormigas Perplejas, de Mercedes Moncada Rodríguez
Menção Honrosa – Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis
Human, not Human, de Natan Castay
Prémio Direitos e Liberdades
An Owl, a Garden and the Writer, de Sara Dolatabadi
Menção Honrosa – Prémio Direitos e Liberdades
The Trial, de Ulises de la Orden
Prémio Fundação INATEL
Fogo no Lodo, de Catarina Laranjeiro e Daniel Barroca
Prémio Fernando Lopes
As Melusinas à Margem do Rio, de Melanie Pereira
Prémio Uniarts Helsinki para Melhor Filme nos Verdes Anos
Sparks, de Ève Le Fessant Coussonneau
Prémio Pedro Fortes para Melhor Filme Português nos Verdes Anos
By Division and Differentiation, de Carolina Grilo Santos
Menção Honrosa – Verdes Anos
Passportless Mess, de Maja Penčič
Prémio do Público Jornal Público
Verdade ou Consequência?, de Sofia Marques
Prémio Escolas
As Melusinas à Margem do Rio, de Melanie Pereira

