Em Abril, Cinemateca Portuguesa celebra a Revolução dos Cravos

"As Armas e o Povo" (1975), realizado pelos Trabalhadores da Actividade Cinematográfica "As Armas e o Povo" (1975), realizado pelos Trabalhadores da Actividade Cinematográfica
"As Armas e o Povo" (1975), realizado pelos Trabalhadores da Actividade Cinematográfica

A Cinemateca Portuguesa, que tem vindo assinalar as comemorações dos 50 anos da Revolução de 25 de abril desde o início do ano, “com um programa que procura uma diversidade de abordagens a esta data incontornável”, arranca o próximo mês de abril com o programa “Ir ao Cinema em 1974” exibindo mais de vinte obras marcantes realizadas, um pouco por todo o mundo, durante esse ano.

A primeira parte do ciclo em abril vai exibir os filmes: “O Passageiro”, de Abbas Kiarostami, “Lenny”, de Bob Fosse, “Chinatown”, de  Roman Polanski, “Je, Tu, Il, Elle”, de Chantal Akerman, “Alice Já Não Mora Aqui”, de Martin Scorsese, “O Fantasma da Liberdade”, de Luis Buñuel, “Tamanho Natural”, de Luis García Berlanga, “Uma Mulher Sob Influência”, de John Cassavetes, “Femmes femmes”, de Paul Vecchiali, “O Vigilante”, de Francis Ford Coppola, “Les Hautes Solitudes”, de Philippe Garrel, “Asfalto Quente”, de Steven Spielberg, “A Última Testemunha”, de Alan J. Pakula, “Stavisky”, de Alain Resnais, “Lancelot do Lago”, de Robert Bresson, “Céline et Julie vint en bateau”, de Jacques Rivette, “Alice nas Cidades”, de Wim Wenders, “A Última Golpada”, de Michael Cimino, “Violência e Paixão”, de Luchino Visconti, “Daisy Miller – Uma Mulher às Direitas”, de Peter Bogdanovich, “Perfume de Mulher”, de Dino Risi, “Amor e Preconceito”, de Rainer W. Fassbinder. Em maio, decorrerá a segunda parte do ciclo dedicado aos filmes produzidos em 1975.

No primeiro dia de abril a Cinemateca, em colaboração com a Festa do Cinema Italiano, irá também dar início ao ciclo “O Outro 25 de Abril”, “num programa dedicado à data que, em Itália, celebra a libertação italiana das tropas nazis, num diálogo inevitável com a luta antifascista que protagonizou, também, a Revolução dos Cravos.”

Em comunicado, a Cinemateca destaca ainda o programa “Do Cinema de Estado ao Cinema Fora do Estado: Moçambique”, “primeiros dos vários ciclos que em 2024 dedicamos a três cinematografias africanas resultantes dos processos independentistas e da descolonização portuguesa (em maio, será a vez da Guiné e em novembro homenageamos o cinema de Angola).”

Para o dia mais aguardado do mês, o 25 de abril, a Cinemateca Portuguesa apresenta um programa especial de comemoração dos 50 anos da Revolução com a inauguração da instalação “SEMPRE – A palavra, o sonho e a poesia na rua” da cineasta e artista visual Luciana Fina, “na manhã de dia 25 de Abril e em vários espaços da Cinemateca (e que se manterá até ao final de junho), a qual será o ponto de partida para uma programação especial nos dias 25, 26 e 27 desse mês”.

No mesmo dia, às 11h30, na Sala M. Félix Ribeiro, serão exibidas “um conjunto de obras-chave da Revolução”: “Revolução” (1975), de Ana Hatherly, e “As Armas e o Povo” (1974-1977), do colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica. Paralelamente serão exigidas imagens amadoras da Revolução, com filmes inéditos em 8mm e Super8 doados à Cinemateca ao longo dos últimos meses, provenientes da campanha atualmente em curso “Filmou o 25 de Abril?. No dia 27 de abril a Cinemateca volta a exibir um clássico do período revolucionário em curso, “Torre Bela” (1977), de Thomas Harlan.

“O último dia de abril na Cinemateca será exclusivamente dedicado às últimas sessões do FILMar, que a Cinemateca tem vindo a acolher desde 2020, e que chega agora ao fim mostrando o resultado do projeto nas suas várias componentes (exibição de filmes portugueses digitalizados, publicações e edições de DVD). O último dia de abril assinalará também o lançamento da edição da Cinemateca Jorge Silva Melo – Viver amanhã como hoje, centrada no cinema de Jorge Silva Melo.”

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