Terminou no passado dia 30 de setembro a 5.ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo – Cinema no feminino, em Lisboa.

Na Competição Geral, o prémio do júri para a melhor longa-metragem foi atribuído a “Rush Hour” de Luciana Kaplan. O júri, composto por Carlos Natálio, Mariana Gaivão e Ana Borges considerou que este é “um trabalho que, partindo de uma estrutura e linguagens mais convencionais, consegue ainda assim dar um corpo justo a três personagens inter-distantes, reféns de uma semelhante opressão diária. Através de um retracto cuidado, o filme contrasta três geografias sociais distintas, em marcha contra a mesma esgotante jornada, viajando desde o esperado luto do tempo, obliterador de vida e relações pessoais, ao terror constante pela integridade física, num mar de corpos onde a violência de género e as algemas diárias de domesticidade são silenciadas.”.

Na Competição Travessias, o prémio foi atribuído ao filme “Mr. Gay Syria”, da realizadora Ayse Toprak, “pela coragem em expor as relações entre homens num contexto em que ainda é proibido amar em liberdade e em contar com humor e sensibilidade as histórias dos protagonistas de uma comunidade ainda pouco representada e duplamente marginalizada”. 

Vencedores
Prémio Júri Olhares do Mediterrâneo
Melhor Longa-metragem
Rush Hour, de Luciana Kaplan

Melhor Curta-metragem
Areka (The Ditch), de Atxur Animazio Taldea (colectivo), Begoña Vicario (Coordenação)
Menção Honrosa
Marlon, de Jessica Palud

Prémio Travessias Olhares do Mediterrâneo
Mr. Gay Syria, de Ayse Toprak
Menção Honrosa
Avant La Fin de LÉté, de Maryam Goormaghtigh

Prémio Começar a Olhar
Layla Hasar Sahar, de Sara Bozakov
Menção Honrosa
Event Horizon, de Joséfa Celestin

Prémio do Público – Longa-Metragem
Mr. Gay Syria, de Ayse Toprak
Prémio do Público – Curta-Metragem
Irioweniasi. El Hilo de la Luna, de Esperanza Jorge e Inmaculada Antolínez

Fonte: Festival Olhares do Mediterrâneo