“Joker” garantiu, em Veneza, o importante Leão de Ouro e em Toronto (num dos festivais mais emblemáticos da América do Norte — e que se estende até 15 de setembro) fez furor, o que abre as portas a uma campanha interessante em fevereiro, nos Óscares (normalmente, o Festival de Cinema de Toronto é um indicador bastante assertivo para a grande noite do cinema).

Joaquin Phoenix, o intérprete da personagem, confessa que este papel foi, com toda a certeza, “uma das melhores experiências” da sua carreira, e acrescenta, com sinceridade, que “parecia limitado, sobre como a personagem poderia ser interpretada e o que poderia ser feito com ela; parecia não haver regras“, a respeito de como encarnou Joker.

A verdade, inegável, é que este filme está a gerar bastante celeuma positiva por parte, quer da crítica, quer do público mais geral, tendo sido apelidado, inclusive, como uma obra “sensacional“, ou até mesmo “desconcertante” por alguns cronistas. Mas, segundo Phoniex, muito do sucesso do filme passou, claramente, pelo maestro da ante-câmara Todd Phillips (conhecido, maioritariamente, pelo seu projecto como realizador da trilogia “A Ressaca”). Em confissão, e a esse respeito, disse: “Havia algo que me atraía nele e isso evoluiu enquanto trabalhámos juntos“, enfatizando, ainda, que este filme “começou a tornar-se algo mais do que poderia (ele próprio) ter antecipado“. O resultado — por enquanto pelo menos pelas reacções — está à vista.

De destacar ainda, a presença, no painel de actores de “Joker”, do carismático Robert de Niro, conhecido pelos papéis mais coesos em “Taxi Driver” (1976) e em “O Rei da Comédia” (1982), ambos guiados sob a batuta de um dos melhores realizadores de todos os tempos — Martin Scorsese. O ator fez questão de enaltecer que a plausibilidade de aceitar entrar no projecto teve que ver, fundamentalmente, com ser dirigido pelo cineasta Todd Phillips.

“Joker” estreia em Portugal a 3 de outubro deste ano.