Vêm aí a 10.ª edição da MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-racista, a única mostra de cinema do género em Portugal, promovida pela SOS Racismo, de 3 a 5 de novembro, no Batalha Centro de Cinema, no Porto, com 16 filmes para debater sobre a reparação histórica face ao passado e ao presente da violência racista.
“Este debate visa confrontar diretamente um muro de silêncio com alicerces no Estado Novo, mas que o Portugal Democrático não soube derrubar na sua totalidade. O cinema será a tela a partir da qual reconvocamos um processo de descolonização de mentalidades que se mantém inacabado e urgente.”, lê-se no comunicado.
Com um programa focado na “memória contra o colonialismo – do silêncio à reparação”, serão exibidos filmes sobre a guerra colonial ou os movimentos e libertação, como: “Monangambée” e “Sambizanga” (1968), dois filmes de referência da cineasta Sarah Maldoror; “Tarrafal – Memórias do Campo da Morte Lenta” (2010) e “Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro” (2019), ambos de Diana Andringa; ou os filmes de animação “Nayola” (2022), de José Miguel Ribeiro, e “Mais Um Dia de Vida” (2018), de Raúl de la Fuente e Damian Nenow.
“Com a força das imagens e sons do cinema, damos protagonismo e amplificação aos testemunhos e às vozes da guerra colonial que têm permanecido esquecidas, bem como a todas as outras que foram silenciadas pela violência colonial e que permitam suscitar a função reparadora da memória como lugar de justiça histórica e disputa antirracista. “
Programa completo aqui.


