Em comunicado, a NOS Audiovisuais, a maior distribuidora nacional, informou que vai apostar em força na produção nacional ao exibir nove filmes a partir do dia 2 de julho.

Durante os meses de julho, agosto e setembro, a NOS Audiovisuais vai estrear nove filmes de produção nacional, que resulta de um trabalho conjunto com os produtores portugueses.

Os filmes que marcam o regresso das estreias do cinema em português ao grande ecrã, já no início do mês de julho, são: “Faz-me Companhia”, a primeira longa-metragem de Gonçalo Almeida; “Surdina”, do realizador Rodrigo Areias, com argumento de Valter Hugo Mãe e banda sonora de Tó Trips; “Patrick”, o primeiro filme de Gonçalo Waddington; e “Zé Pedro Rock’n’Roll”, documentário sobre o guitarrista dos Xutos e Pontapés, realizado por Diogo Varela.

“A Impossibilidade de Estar Só”, de Sérgio Graciano, tem estreia agendada para 6 de agosto, “Golpe de Sol”, do realizador Vicente Alves do Ó, chega aos cinemas a 13 de agosto, e “Alice Nova Iorque e Outras Histórias”, o drama satírico de Tiago Durão, rodado entre Lisboa e Nova Iorque, estreia a 20 de agosto. Em setembro, estreiam “O Som que Desce da Terra”, de Sérgio Graciano, no dia 17, e “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, uma adaptação de João Botelho para cinema do livro homónimo de José Saramago, estreia a 24 de setembro.

A NOS Cinemas, a maior cadeia de salas de cinema em Portugal, encerrou os seus 31 complexos de cinemas a 16 de março devido à pandemia da COVID-19. Ainda não foi divulgada a data oficial para a reabertura das suas salas.

Em finais de maio, a Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais (FEVIP) tinha enviado uma carta ao governo e ao Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) a pedir o adiamento da reabertura das salas de cinema para o dia 2 de julho e alertou para a necessidade de estreias de filmes que chamem o público.

Nessa carta, o diretor-geral da FEVIP, António Paulo Santos, dizia que “a disponibilidade dos filmes está atrasada e dependente da abertura dos mercados internacionais, como é o caso dos EUA. Esta disponibilidade só é esperada para o mês de julho, se as condições sanitárias o permitirem”. Para António Paulo Santos, a proposta de 1 de junho foi “uma surpresa” e é “absolutamente despropositada e irrealista. Reabrir as salas sem novos filmes equivale a ter um supermercado com as prateleiras vazias ou cheias de produtos cujo prazo de validade já passou”, acrescentou.

2 de julho – Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida

9 de julho – Surdina, de Rodrigo Areias

23 de julho – Patrick, de Gonçalo Waddington

30 de julho – Zé Pedro Rock’n’Roll, de Diogo Varela Silva

6 de agosto – A Impossibilidade de Estar Só, de Sérgio Graciano

13 de agosto – Golpe de Sol, de Vicente Alves do Ó

20 de agosto – Alice Nova Iorque e Outras Histórias, de Tiago Durão

17 de setembro – O Som Que Desce da Terra, de Sérgio Graciano

24 de setembro – O Ano da Morte de Ricardo Reis, de João Botelho

Artigo corrigido às 17h11 do dia 18 de junho de 2020.