Rogério Samora ©maria.pt

Rogério Samora: morreu o actor português aos 63 anos

José Rogério dos Anjos Filipe da Conceição Samora, ou apenas Rogério Samora, é um actor português. Reconhecido pelos seus trabalhos no teatro e na televisão, colaborou com realizadores como Manoel de Oliveira, João Botelho, António-Pedro Vasconcelos, Maria de Medeiros, José Fonseca e Costa ou Raúl Ruiz.

O actor faleceu hoje, dia 15 de dezembro de 2021, e esteve vários meses em coma vítima de uma paragem cardiorrespiratória a 20 de julho deste ano.

Com mais de quarenta anos de carreira, estava actualmente a contracenar na televonela “Amor Amor” no canal televisivo SIC.

Rogério Samora nas gravações de “Amor Amor”, telenovela do canal televisivo SIC

Nascido em Lisboa, em 28 de outubro de 1958, fez o curso de Teatro do Conservatório Nacional, e estreou-se no final da década de 1970, na peça “A Paixão Segundo Pier Paolo Pasolini“, de René Kalisky, levada a cena na Casa da Comédia, em Lisboa, sob a direção de Filipe La Féria. O desempenho valeu-lhe o Prémio de Ator Revelação, em 1981.

No cinema conta com mais de meia centena de títulos, desde “Le Soulier de Satin”/”O Sapato de Cetim” (1985), de Manoel de Oliveira, com quem também fez “Os Canibais” (1988), “A Caixa” (1994), “Palavra e Utopia” (2000), “Porto da Minha Infância” (2002), “Quinto Império” (2004) e “Singularidades de uma Rapariga Loira” (2009), além de “Party” (1996), que protagonizou com Michel Piccoli e Irene Papas.

No cinema trabalhou igualmente com realizadores como José Álvaro Morais, João Mário Grilo, João Botelho, Manuel Mozos, Miguel Gomes, António-Pedro Vasconcelos, Maria de Medeiros, Luís Filipe Rocha, Margarida Cardoso, Rosa Coutinho Cabral, José Fonseca e Costa, Joaquim Leitão, Raoul Ruiz e Jorge Cramez, em filmes como “O Bobo” (1987), “Aqui d’El-Rei” (1992), “Adão e Eva” (1995), “Sinais de Fogo” (1995), “Jaime” (1999), “A Falha” (2002), “A Corte do Norte” (2008) e “As Mil e Uma Noites” (2015).

O cineasta Fernando Lopes dirigiu-o em “O Delfim” (2002), adaptação do romance de José Cardoso Pires, em que contracenou com Alexandre Lencastre, desempenho que lhe valeu uma nomeação para o Globo de Ouro SIC/Caras de Melhor Actor (2003). Ainda sob a direção do realizador de “Belarmino“, participou também em “Matar Saudades” (1988), “98 Octanas” (2006) e “Os Sorrisos do Destino” (2009), nos quais voltou a contracenar com Alexandra Lencastre, Laura Soveral, Teresa Madruga e Eunice Muñoz.

Em 2019, participou no filme “Amadeo“, de Vicente Alves do Ó, com estreia prevista para o ano passado, adiada, entretanto, devido à pandemia. Distinguido com vários prémios, Rogério Samora recebeu, em 2010, o Golfinho de Ouro de carreira, do Festival Internacional de Cinema Festróia, de Troia.

O corpo do actor estará em câmara ardente entre as 18h e as 22h de sexta-feira, dia 17, na Basílica da Estrela, de onde o funeral partirá, pelas 12h de sábado, para o Crematório de Alcabideche, em Cascais, acrescenta o comunicado divulgado pela funerária.

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