Ontem (5 de abril), aos 82 anos, faleceu em Tokyo o diretor e co-fundador do Studio Ghibli, Isao Takahata.

A notícia do falecimento foi confirmada por uma porta-voz do estúdio Ghibli e de acordo com a televisão pública japonesa NHK, que citou fontes próximas do realizador, sem as identificar, Isao Takahata morreu num hospital de Tóquio vítima de cancro no pulmão.

Nascido a 29 de outubro de 1935, começou a sua carreira na animação em 1959 em Toei, onde conheceu  Hayao Miyazaki. Juntos criaram o Studio Ghibli em 1985, um dos principais estúdios de animação no Japão e uma referência a nível mundial.

Com inúmeras series de sucesso internacional, como “Heidi – A menina das montanhas” (1975), “Marco, dos Apeninos aos Andes” (1976), “Conan, o rapaz do futuro” (1978) e filmes como “Túmulo dos Pirilampos” (1988), “Pompoko” (1994) e “A Família Yamada” (1999), Takahata tornou-se um dos realizadores com maior sucesso em todo o mundo, com especial foco na cultura nipónica.

“O Conto da Princesa Kaguya” (2013), último filme de Takahata, foi uma adaptação de um conto popular japonês do século X, um dos textos fundadores da literatura do país e este nomeado em 2015 para Óscar de Melhor Filme de Animação. O filme conquistou o Grande Prémio Monstra para melhor longa-metragem da 14ª edição da Monstra — Festival de Cinema de Animação de Lisboa do mesmo ano. Takahata anunciou a quando da estreia da obra, que este seria o seu último trabalho.

Numa das suas últimas entrevistas, no site Variety, em 2016 Takahata disse “I have several projects that I still have in mind that I am currently working on to get closer to realizing. Whether those will be finalized as films is something that no one, myself included, can know.”