A Paris Filmes divulgou, na semana passada, o primeiro trailer de “Homem com H”.
Escrito e realizado por Esmir Filho, o filme narra a brilhante e intensa trajectória de Ney Pereira da Silva, o icónico Ney Matogrosso. A cinebiografia apresenta um panorama da sua vida, desde a infância até ao estrelato meteórico com o grupo paulista Secos & Molhados, durante os conturbados tempos da ditadura militar brasileira.
Além de Jesuíta Barbosa (“Tatuagem” e “Praia do Futuro”), que dá vida a Ney Matogrosso, o elenco conta também com Jullio Reis (Cazuza), Bruno Montaleone (Marco), Hermila Guedes (Beíta, mãe de Ney), Carol Abras (Lara), Lara Tremoroux (Regina) e muitos outros talentos.
Com produção da Paris Entretenimento e distribuição da Paris Filmes, “Homem com H” estreia dia 1° de maio nos cinemas brasileiros.
Homem com H
Dono de uma voz inconfundível e performances inesquecíveis, Ney Matogrosso cresceu em uma pequena cidade de Bela Vista (MS), onde morava com os pais e irmãos. Os constantes embates com o pai (Rômulo Braga), que insistia para que o filho “virasse homem”, levaram Ney a se afastar da família, antes de enveredar pela vida artística.
Anos depois de deixar a casa dos pais, em São Paulo, estreou como vocalista dos Secos e Molhados, ao lado de João Ricardo (Mauro Soares) e Gerson Conrad (Jeff Lyrio), dando início a uma série de performances históricas que o consolidaram como um dos maiores artistas brasileiros da actualidade.
O filme também revela as paixões de Ney Matogrosso, incluindo Cazuza (Jullio Reis), um dos seus grandes amores, e Marco de Maria (Bruno Montaleone), com quem foi companheiro durante 13 anos.
A trama é embalada por sucessos como “Rosa de Hiroshima”, “Sangue Latino”, “O Vira”, “Bandido Corazón”, “Postal de Amor”, “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, “Encantado” e, claro, “Homem com H”.
Ambientado no contexto da ditadura militar, “Homem com H” revela a ligação de Ney com a história de um Brasil marcado pela repressão, mas com um ardente desejo de liberdade. Ney Matogrosso resistiu à repressão tanto familiar como social e, ao longo de sua trajectória, desafiou preconceitos e construiu um estilo único.
No longa, Jesuíta Barbosa aparece com figurinos inspirados nas referências animalescas de Ney, maquiagens baseadas no Kabuki – o tradicional teatro japonês – e a sua presença inconfundível e arrebatadora no palco, atravessando várias fases da sua carreira.
Com uma postura irreverente e uma atitude que incomodava os conservadores, Ney Matogrosso não só se firmou como um intérprete de enorme talento, mas também como uma figura que inspira independência e afeto.
A produção contou com o apoio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Câmara Municipal do Rio, através do edital de Cash Rebate de 2023.
Os primeiros a ver
Na semana passada, Ney Matogrosso e Jesuíta Barbosa, que interpreta o cantor no filme, tiveram a honra de assistir pela primeira vez à obra, acompanhados de Esmir Filho. A exibição foi um momento carregado de emoção para todos. Também marcaram presença a produtora Verônica Stumpf e a atriz Sarah Oliveira, irmã do realizador.
Esmir Filho
Graduado em Cinema, Esmir Filho é guionista, realizador e produtor. O seu primeiro longa, “Os Famosos e os Duendes da Morte” (2009), venceu o Festival do Rio e esteve na competição oficial dos Festivais de Locarno e Berlim, conquistando prémios de melhor filme, direção e crítica em Havana, Valdívia e Guadalajara.
A sua curta “Alguma Coisa Assim” (2006) ganhou o prémio de melhor argumento no Festival de Cannes, enquanto “Saliva” (2007) foi o curta representante do Brasil na corrida para os Óscares.
Na televisão, foi criador e diretor-geral dos programas Viva Voz, Na Trilha da Canção e Calada Noite, com Sarah Oliveira no canal GNT, que atingiram mais de 12 milhões de telespectadores.

