Ciclo “Oublaum Filmes: Três filmes, três países” estreia nas salas de cinema portuguesas

O ciclo Oublaum Filmes: Três filmes, três países inicia-se a 21 de maio com “A Memória das Borboletas”, documentário de Tatiana Fuentes Sadowskii
"A Memória das Borboletas", de Tatiana Fuentes Sadowski Ciclo Oublaum Filmes "A Memória das Borboletas", de Tatiana Fuentes Sadowski Ciclo Oublaum Filmes
"A Memória das Borboletas", de Tatiana Fuentes Sadowski

Oublaum Filmes estreia nas salas de cinema portuguesas o programa Oublaum Filmes: Três filmes, três países, um ciclo que celebra a mais recente produção da produtora portuguesa e o seu diálogo criativo com diferentes geografias e cinematografias internacionais.

As estreias decorrerão a 21 e 28 de maio e a 4 de junho, levando ao público três obras que cruzam memória, identidade e transformação social e que tiveram presença em grandes festivais internacionais.

O ciclo inicia-se a 21 de maio com “A Memória das Borboletas”, documentário de Tatiana Fuentes Sadowskii, que estreou na secção Fórum da Berlinale, onde arrecadou o Prémio Fipresci e a Menção Especial do Júri para o melhor Documentário de todo o festival, para além de ter sido mostrado em mais outros 50 festivais. Filmado em Super 8 e recorrendo a materiais de arquivo, o filme nasceu a partir de uma fotografia que a realizadora conheceu em Londres: o retrato de dois jovens escravizados que foram levados para Londres em 1911.

28 de maio chega às salas de cinema “Falta Muito para Amanhã”, longa-metragem de ficção do realizador singapurense Jow Zhi Wei, que também teve a sua estreia na Berlinale (secção Generation) e que depois foi apresentando em vários festivais internacionais. Este filme parte da ideia, profundamente enraizada na família asiática, que existe uma ligação indelével, quase metafísica, entre pai e filho, oferecendo um retrato pessoal da enorme dicotomia entre o progresso económico e a classe trabalhadora.

O ciclo encerra a 4 de junho com “Algo Velho, Algo Novo, Algo Emprestado”, de Hernán Rosselli, estreado na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes e após onze meses de exibição comercial na Argentina. Esta ficção com laivos documentais, coproduzida entre Argentina e Portugal, retrata a família Felpeto, que gere há décadas um negócio clandestino de apostas num bairro suburbano de Buenos Aires. Quando surgem rusgas policiais, rumores de purgas e grandes movimentações de dinheiro, instala-se uma atmosfera de tensão e incerteza onde a fronteira entre realidade e boato se torna cada vez mais difusa.

Além das obras deste programa, a Oublaum Filmes produziu as curtas-metragens “Timkat” (Visions du Réel 2021) e “Domy + Ailucha: Cenas Kets!” (Cinéma du Réel 2022) e as longas-metragens “Alva” (Roterdão 2019), “O Ouro e o Mundo” (FIDMarseille 2024) e “Balane 3” (CPH:DOX 2025), todos filmes de Ico Costa, bem como as longas-metragens “Águas do Pastaza” (Berlinale 2022), de Inês T. Alves, “Terra que Marca” (Berlinale 2022), de Raul Domingues, “El Auge del Humano” (Locarno 2023), de Eduardo Williams e Narciso, de Marcelo Martinessi, que acaba de arrecadar o Prémio Fipresci da secção Panorma na Berlinale 2026.