Ciclo Paulo Rocha: Um Olhar Português na Casa do Cinema de Coimbra a partir de 28 de março

Ciclo Paulo Rocha: Um Olhar Português decorre na Casa do Cinema de Coimbra a partir de 28 de março até 26 de dezembro
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"Os Verdes Anos" (Paulo Rocha, 1963)

A partir de 28 de março, a Casa do Cinema de Coimbra, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, dedica um ciclo especial à obra de Paulo Rocha, de modo a assinalar os 90 anos do seu nascimento.

Considerado uma das figuras centrais do cinema português, Paulo Rocha teve um papel determinante na renovação estética e temática do cinema nacional. A sua obra, distingue-se por uma forte dimensão poética e por um diálogo constante entre culturas, marcado em particular pela relação com o Japão, país onde viveu durante vários anos, explorando temas como a identidade, a memória e a relação entre tradição e modernidade. Este ciclo procura, assim, revisitar o percurso singular de um realizador cuja filmografia permanece fundamental para compreender a evolução do cinema português.

A programação contará com uma sessão a cada mês e o público terá oportunidade de revisitar alguns dos títulos, cronologicamente, mais marcantes da sua filmografia, que atravessa diferentes momentos da sua carreira e revela a singularidade do seu olhar sobre Portugal e o mundo.

O Ciclo abre no dia 28 de março, com “Os Verdes Anos” (1963), estreia de Paulo Rocha e um marco do cinema moderno português, que reflete as transformações sociais e culturais da juventude portuguesa da época.

No dia 25 de abril é a vez do “Mudar de Vida” (1966) voltar às telas. A longa-metragem acompanha o regresso de um homem da guerra colonial e explora um confronto entre a tradição e a mudança.

A sessão de maio, dia 30, apresenta “A Ilha dos Amores” (1982) inspirado na vida do escritor Wenceslau de Moraes, um português que viveu no Japão no final do século XIX em busca de uma nova forma de viver e compreender o mundo.

O realizador regressa com “A Ilha de Moraes” (1984) em junho, dia 27,  retomando o conceito da figura histórica, Wenceslau de Moraes, assim o filme cruza a memória, literatura e reflexão cinematográfica.

“O Desejado ou As Montanhas da Lua” (1987), terá a sua exibição dia 25 de julho, uma obra inspirada na literatura japonesa e no mito nacional do Desejado, explora a relação entre mito, tradição e imaginação.

A 29 de agosto, é exibida a obra “O Rio do Ouro” (1998), frequentemente apontado como uma das obras primas do realizador, um drama intenso passado numa aldeia das margens do Douro e inspirado em cantigas populares e romances tradicionais.

O percurso pela filmografia de Paulo Rocha continua no dia 26 de setembro com “A Raiz do Coração” (2000), um retrato de Lisboa contemporânea atravessada por conflitos políticos, sociais e afetivos.

Por sua vez, a sessão de outubro, dia 31, conta com “Vanitas ou O Outro Mundo” (2004), uma obra de forte dimensão simbólica que explora temas como a arte, a decadência e a passagem do tempo.

O ciclo termina no dia 26 de dezembro com o filme-testamento “Se Eu Fosse Ladrão… Roubava” (2012), onde revisitamos, da perspetiva do realizador memórias familiares e referências centrais da sua vida e obra.