O Verão com Agnès Varda, no Cinema Medeia Nimas, a partir de 30 de Julho

Poderá assistir-se, a partir de 30 de Julho, e ao longo dos meses de Agosto e Setembro, no cinema Medeia Nimas, 36 filmes de Agnès Varda em novas cópias digitais restauradas
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Este Verão vai trazer de volta as muitas praias de Agnès, todo o maravilhoso cinema de Agnès Varda (1928-2019), na maior retrospectiva da cineasta levada a cabo em Portugal.

Varda foi uma mulher e uma artista com uma curiosidade sem igual e uma imensa liberdade, precursora da Nouvelle Vague e uma das poucas da sua geração a fazer carreira como realizadora. Prolífica e infatigável, generosa e versátil, visionária, filmava e estava ao mesmo tempo dentro dos seus filmes, e ao longo de seis décadas, com o seu olhar único, fez obras de uma grande originalidade, reinventando o cinema e acabando por se tornar um ícone, cuja obra continua a influenciar novas gerações de cineastas e artistas.

Recebeu vários prémios, entre eles o Louis Delluc e os Cesars, ou nos festivais de Cannes (onde seria também galardoada com uma Palma de Ouro honorária em 2015), Berlim e Locarno, nos European Film Awards e, em 2017, um Óscar à sua carreira.

A sua primeira longa, “La Pointe courte” (1954), representou, naquele tempo, como a própria Agnès reconheceria, a primeira manifestação de um fenómeno colectivo, de um movimento que, de qualquer forma, teria de aparecer. Uma década mais tarde, e depois de nos ter dados filmes icónicos como “Cléo de 5 à 7” (1961), mudou-se, com Jacques Demy, o seu marido, para LA, e aí viveriam vários anos.

Enquanto Paris começava a fervilhar com os acontecimentos do Maio de 68, do outro lado do Atlântico, Varda captava, em algumas das suas obras mais marcantes do seu ‘período americano’ como “Black Panthers” (1968) e “Lions Love (… and Lies)” (1969), a cultura hippie e a agitação das lutas políticas.

Já de novo em França, dar-nos-ia obras-primas como “Sem Eira nem Beira” (1985), “Os Respigadores e a Respigadora” (2000), ou “As Praias de Agnès” (2008).

Nesta operação conjunta entre a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, poderá assistir-se, a partir de 30 de Julho, e ao longo dos meses de Agosto e Setembro, no cinema Medeia Nimas, 36 filmes de Agnès Varda em novas cópias digitais restauradas: 20 longas-metragens (9 de ficção e 11 documentários), e 16 curtas, entre os seus grandes títulos e várias pérolas reencontradas.