No ano em que se assinala o centenário do nascimento de Marilyn Monroe, o Batalha Centro de Cinema dedica uma retrospetiva à atriz com uma seleção de filmes que marcaram o seu percurso e ficaram inscritos na história do cinema.
O programa 100 x Marilyn percorre várias fases da carreira de Monroe, revelando não apenas o mito da loira ingénua criado por Hollywood, mas também a profundidade artística e a vulnerabilidade que fizeram desta uma das figuras mais complexas do século XX.
Nascida Norma Jeane Mortenson, em Los Angeles, Marilyn Monroe começou como modelo pin-up antes de conquistar Hollywood e tornar-se uma das maiores estrelas dos anos 50. Da exuberância de “Os Homens Preferem as Loiras” à sofisticação cómica de “Quanto Mais Quente Melhor” e à vulnerabilidade de “Os Inadaptados”, Monroe revelou um talento raro para combinar sensualidade, humor e fragilidade dramática.
Para além da imagem de sex symbol, procurou afirmar-se artisticamente através da formação no Actors Studio, do estudo de canto e dança e da criação da Marilyn Monroe Productions, em 1955, numa tentativa de conquistar maior autonomia criativa numa indústria dominada pelo patriarcado.
A retrospetiva arranca a 21 de maio com “Os Homens Preferem as Loiras”, de Howard Hawks, comédia musical onde Marilyn Monroe e Jane Russell interpretam duas performers em viagem para Paris. A célebre atuação de Monroe em Diamonds Are a Girl’s Best Friend ajudou a consolidar o seu estatuto de estrela. O filme repete a 27 de maio.
A 23 de maio é exibido “Eva”, de Joseph L. Mankiewicz, clássico sobre ambição e rivalidade no mundo do teatro protagonizado por Bette Davis e Anne Baxter. O drama inclui uma das primeiras aparições de Marilyn Monroe no cinema: ainda recente em Hollywood, surge como figurante não creditada.
Já a 31 de maio, o público poderá ver “Os Meus Lábios Queimam”, de Roy Ward Baker, noir psicológico que marca o primeiro grande papel dramático de Monroe, ao lado de Richard Widmark.
Em junho, a programação prossegue com “Niagara”, de Henry Hathaway, exibido no dia 10. O thriller acompanha uma mulher que planeia assassinar o marido durante uma viagem às Cataratas do Niágara.
A 12 de junho (com repetição a 17 de junho) é a vez de “Como Se Conquista um Milionário”, comédia junta Lauren Bacall, Marilyn Monroe e Betty Grable na história de três modelos decididas a casar com milionários.
Segue-se “O Pecado Mora ao Lado”, de Billy Wilder, exibido a 13 de junho (com repetição no dia 19 do mesmo mês). O filme ficou eternizado pela célebre cena do vestido branco esvoaçante sobre a grelha do metro.
A 20 de junho é exibida “O Príncipe Encantado”, comédia romântica realizada e protagonizada por Laurence Olivier, cuja produção ficou marcada pelas tensões entre o cineasta e Marilyn Monroe nos bastidores — uma relação turbulenta que acabou por se refletir numa química peculiar em cena.
No dia 21 de junho, o ciclo apresenta “Quanto Mais Quente Melhor”, de Billy Wilder, comédia clássica sobre dois músicos em fuga da máfia que se disfarçam de mulheres para integrar uma banda feminina.
A retrospetiva encerra a 27 de junho com “Os Inadaptados”, de John Huston, — o último filme concluído por Marilyn Monroe — que terá uma segunda apresentação a 5 de julho. Escrito por Arthur Miller, este faroeste dramático reúne Monroe, Clark Gable, Eli Wallach e Montgomery Clift e é atualmente considerado um marco moderno e uma obra-prima dos anos 60.
A pensar nas famílias, o Batalha exibe também, a 30 de maio, “A Culpa Foi do Macaco”, comédia de Howard Hawks protagonizada por Cary Grant, Ginger Rogers e Marilyn Monroe sobre uma fórmula rejuvenescedora que desencadeia situações caóticas.

