Cannes 2015_3

Arranca hoje o mais conceituado festival de cinema do mundo, o Festival de Cannes. A 68ª edição irá abrir com “La Tête Haute”, de Emmanuelle Bercot, sendo a primeira vez desde 1987 que esta honra pertence a um filme realizado por uma mulher. “La Tête haute” conta o percurso educativo de Malony, dos seis aos dezoito anos, que uma juíza de menores e um educador tentam incansavelmente salvar. Filmado em Nord-Pas de Calais, Rhône-Alpes e Ile de France, conta na interpretação com Catherine Deneuve, Benoît Magimel, Sara Forestier e Rod Paradot, que interpreta a personagem principal.

A selecção oficial a competir pela Palma de Ouro trás de volta conceituados realizadores como Todd Haynes (“Harol”), Gus Van Sant (“The Sea Of Trees”), Hirokazu Koreeda (“Umimachi Diary”) e Nanni Moretti (“Mia Madre”). Destaca-se ainda a selecção de filmes de respeitados cineastas como Jacques Audiard (“Dheepan”), Yorgos Lanthimos (“The Lobster”), Paolo Sorrentino (“Youth”), Jia Zhang-ke (“Mountains May Depart”), Corneliu Porumboiu (“The Treasure” – na secção Un Certain Regard ) – e Woody Allen (“Irrational Man” – fora de competição).

O júri da selecção oficial, presidido pelos irmãos Coen, é composto por Rossy de Palma (atriz), Sophie Marceau (atriz/realizadora), Sienna Miller (atriz), Rokia Traoré (compositor/intérprete), Guillermo del Toro (realizador/argumentista/produtor), Xavier Dolan (realizador/argumentista/produtor/ator) e Jake Gyllenhaal (ator).

O júri da selecção Un Certain Regard, presidido por Isabella Rosselini (realizadora) é composto por Haifaa Al-Mansour (realizadora), Nadine Labaki, (realizadora/atriz), Panos H. Koutras (realizador) e Tahar Rahim, (ator).

Portugal conta a trilogia “As Mil e Uma Noites”, de Miguel Gomes na secção Quinzena dos Realizadores, uma secção paralela ao Festival de Cannes. Produzido por Luís Urbano, este sublinha que o filme é composto por três partes (“O Inquieto”, “O Desolado” e “O Encantado”) com um título comum e subtítulos próprios – “quem quiser ver o filme todo terá de ver os três volumes, mas cada um deles tem personalidade autónoma”. Fazem ainda parte da secção de longas-metragens da Quinzena dos Realizadores, Takashi Miike, Sarunas Bartas, Jeremy Saulnier, Arnaud Desplechin ou Philippe Garrel, entre outros. O cinema português também está representado pela curta-metragem “Provas, Exorcismos” de Susana Nobre, na secção de curtas da Quinzena, em estreia internacional.

Cannes irá fazer uma homenagem a Manoel de Oliveira. Graças à filha do realizador, Adelaide Trepa, e ao neto Manuel Casimiro, que o autorizaram, em articulação com José Manuel Costa, director, e Rui Machado, subdirector da Cinemateca Portuguesa, o Festival de Cannes irá projectar o seu filme póstumo “Visita ou Memórias e Confissões” (1982). Totalmente inédito, apenas foi mostrado na Cinemateca Portuguesa de Lisboa e no Porto, no Rivoli.

A Palme de Ouro de honra será atribuída à cineasta francesa Agnès Varda durante a Cerimónia de Encerramento do 68º Festival de Cannes. Até agora, apenas Woody Allen, em 2002, Clint Eastwood, em 2009, e Bernardo Bertolucci, em 2011, receberam esta distinção suprema em nome do Conselho de Administração do Festival de Cannes. Esta palma é atribuída a um realizador famoso cuja obra é notória no mundo, mas que, no entanto, nunca recebeu uma Palme d’or.

A 68ª edição do Festival de Cannes decorre até 24 de maio, tendo uma vez mais o ator francês Lambert Wilson como mestre de cerimónias do certame.

 

Competição Oficial

Carol, de Todd Haynes (Austrália)

Il Racconto Dei Racconti, de Matteo Garrone (Itália)

Marguerite Et Julien, de Valérie Donzelli (França)

Dheepan, de Jacques Audiard (França)

La Loi Du Marché, de Stéphane Brizé (França)

Nie Yinniang (The Assassin), de Hou Hsiao Hsien (Taiwan)

Shan He Gu Ren (Mountains May Depart), de Jia Zhang-ke (China)

Umimachi Diary, de Hirokazu Koreeda (Japão)

Macbeth, de Justin Kurzel (Austrália)

The Lobster, de Yorgos Lanthimos (Grécia)

Mon Roi, de Maïwenn (França)

Mia Madre, de Nanni Moretti (Itália)

Saul Fia (Son Of Saul), de László Nemes (Hungria)

Youth, de Paolo Sorrentino (Itália)

Louder Than Bombs, de Joachim Trier (Noruega)

The Sea Of Trees, de Gus Van Sant (EUA)

Sicario, de Denis Villeneuve (Canadá)

Chronic, de Michel Franco (México)

Valley of love, de Guillaume Nicloux (França)

 

Un Certain Regard

AN, de Naomi Kawase (filme de abertura da secção Un Certain Regard)

Masaan (Fly Away Solo), de Neeraj Ghaywan

Hrútar (Rams), de Grímur Hákonarson

Kishibe No Tabi (Journey To The Shore), de Kurosawa Kiyoshi

Je Suis Un Soldat (I Am A Soldier), de Laurent Larivière

Zvizdan (The High Sun), de Dalibor Matanic

The Other Side, de Roberto Minervini

Un Etaj Mai Jos (One Floor Below), de Radu Muntean

Mu-roe-han (The Shameless), de Oh Seung-uk

Las Elegidas (The Chosen Ones), de David Pablos

Nahid, de Ida Panahandeh

Comoara (The Treasure), de Corneliu Porumboiu

Chauthi Koot (The Fourth Direction), de Gurvinder Singh

Madonna, de Shin Suwon

Maryland, de Alice Winocour

Alias Maria, de José Luis Rugeles Gracia

Taklub, de Brillante Mendoza

Lamb, de Yared Zeleke

Cemetery of Splendour, de Apichatpong Weerasethakul

 

Fora de Competição

Mad Max: Fury Road, de George Miller

Irrational Man, de Woody Allen

Inside Out, de Pete Docter & Ronaldo Del Carmen

La Tête Haute, de Emmanuelle Bercot

 

Sessões Especiais

Hayored Lema’ala, de Elad Keidan

Oka, de Souleymane Cisse

Sipur Al Ahava Ve Choshech (A Tale Of Love and Darkness), de Nathalie Portman

Amnesia, de Barbet Schroeder

Panama, de Pavle Vuckovic

Asphalte, de Samuel Benchetrit

Une histoire de fou (Don’t Tell me the Boy was Mad), de Robert Guédiguian

 

Sessões da Meia-Noite

O Piseu (Office), de Hong Won-chan

Amy, de Asif Kapadia

Love, de Gaspar Noé