“Explode São Paulo, Gil”, o novo filme da realizadora Maria Clara Escobar, estreia a 12 de março, nas salas de cinema portuguesas.
O filme acompanha Gil, uma mulher brasileira que se mudou para São Paulo aos 20 anos para tentar realizar o sonho de ser cantora. Décadas depois, a trabalhar como empregada de limpeza, aceita a proposta da realizadora para fazer um filme. A partir desse encontro, “Explode São Paulo, Gil” constrói um retrato onde realidade e fabulação se cruzam, refletindo sobre sonhos adiados, trabalho, fama, esquecimento e as formas possíveis de existir no mundo.
Selecionado e premiado em diversos festivais internacionais, o filme foi apresentado no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, onde recebeu os prémios de Melhor Direção e Melhor Atuação e, em Portugal, foi distinguido com a Menção Honrosa do Júri da Sociedade Portuguesa de Autores no Doclisboa 2025 e o Prémio Escola – Prémio ETIC para melhor filme da competição portuguesa, e com uma Menção Honrosa no festival Entre Olhares.
O documentário integrou ainda a programação de festivais como a Mostra de São Paulo, o Lumen – Festival de Cinema Independente do Rio de Janeiro, o Laceno d’Oro Film Festival (Itália) e o Entre Olhares.
A realização é de Maria Clara Escobar, cineasta, argumentista e poeta, que estreou a sua primeira longa de ficção, “Desterro“ (2020), na Tiger Competition do Festival Internacional de Cinema de Roterdão, tendo o filme sido exibido em festivais como Viennale e Festival du Nouveau Cinéma, e lançado em vários países, inclusivé nas salas nacionais.
No documentário, realizou “Os Dias com Ele”, vencedor de Melhor Filme no Doclisboa em 2013. Para além das longas-metragens, Maria Clara Escobar realizou várias curtas, desenvolveu trabalho como diretora de casting em vários filmes brasileiros e publicou três livros de poesia. O seu cinema cruza intimidade, política e linguagem, explorando os limites entre realidade e encenação.
“Explode São Paulo, Gil”, filme que questiona as relações entre trabalho e desejo, visibilidade e invisibilidade, colocando o cinema como espaço de escuta, encontro e resistência, chega ao público português a 12 de março.

