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O Ofício da Ilusão, de Cláudia Varejão

Extensões dos Festivais Queer Lisboa e Porto Femme chegam a Viseu em março

Sendo março historicamente o mês dedicado à luta das mulheres, à igualdade de género, o espaço cultural Carmo 81, em Viseu, vai assinalar a causa com duas extensões dos festivais de cinema Queer Lisboa e Porto Femme, com filmes sobre o ativismo feminista e o ativismo LGBTQIA+. A entrada é livre.

No dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, o Carmo 81 recebe a primeira extensão, com uma sessão de cinema do Porto Femme International Film Festival que conta com seis curtas-metragens.

“O Porto Femme estará na cidade para assinalar a data com um programa de filmes com temática diversas, mas em todos a mulher estará no centro. O programa levará ao Carmo ́81 alguns dos filmes que foram premiados na última edição. No final da sessão haverá espaço para o debate em torno de temas como os direitos das mulheres; identidade de género; as mulheres no mercado de trabalho do audiovisual; conciliação da vida profissional com a familiar e a pessoal; entre outros.”, lê-se no comunicado do festival.

Entre a seleção de filmes encontra-se a curta portuguesa “O Ofício da Ilusão”, de Cláudia Varejão, ou a francesa “Camille and I”, de Marie Cogné, curta vencedora do prémio Melhor Filme Ficção e Prémio Lutas e Direitos das Mulheres em 2021 no Porto Femme.

Nos dias 11 e 12, o Carmo 81 exibe duas longas-metragens do Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, que “abordam uma diversidade temática ligada ao percurso do ativismo LGBTQI+ e ao seu impacto nas diferentes sociedades um pouco por todo o mundo e o seu efeito transformador nas mentalidades, na ação política e na própria ciência; ao estigma ainda prevalente sobre o VIH/sida e de como a epidemia transformou as comunidades queer; aos indivíduos transgénero e suas problemáticas pessoais, sociais e clínicas ligadas aos processos de transição; ou o duplo estigma sofrido pelas pessoas com deficiência física ou doença mental. Questões que cruzam muitas outras ligadas às migrações, refugiados, direitos humanos ou relações familiares.”, lê-se no comunicado do Queer Lisboa.

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“The City Was Ours. Radical Feminism in the Seventies”, de Netty van Hoorn

A primeira sessão, a 11 de março, será exibido o filme “The City Was Ours. Radical Feminism in the Seventies”, de Netty van Hoorn, um documentário sobre o movimento lésbico holandês na década de 1970. “The City Was Ours oferece-nos também um raro relato na primeira pessoa da ocupação da Embaixada de Portugal em Haia, num gesto de solidariedade e chamada de atenção internacional para o caso das “três Marias”, o mediático julgamento das escritoras Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, por causa da publicação do “Novas Cartas Portuguesas”, proibida pela censura.”

No segundo dia, a 12 de março, será exibido “Silent Voice”, de Reka Valerik, um documentário sobre refugiados LGBTQIA+, “uma reflexão sobre a tragédia de muitos dos cursos migratórios de jovens LGBTQI+, que procuram novos portos de abrigo, para escaparem à violência das suas famílias e do próprio Estado.”

O Carmo 81 termina o dia com uma performance / concerto Queer do músico Venga Venga, pelas 22h.

Durante o mês de março o programa do Carmo 81 vai contar ainda com concertos de O Marta (4 de março) e Expresso Transatlântico (25 de março).

Programa Porto Femme – 8 de março (21h)

  • O Ofício da Ilusão, de Cláudia Varejão, Portugal
  • Rever, de Raquel Gandra, Brasil, Melhor Filme Experimental
  • Polifonia – Mulheres na técnica, de Thais Robaina, Brasil
  • Way of Sylvie, de Verica Pospíšilová Kordić, República Checa, Melhor Filme de Animação
  • Shedding skin, de Katherina Harder Scare, Espanha, Melhor Ficção Competição Estudantes
  • Camille and I, de Marie Cogné, França, Melhor Filme Ficção e Prémio Lutas e Direitos das Mulheres

Programa Queer Lisboa

  • Sexta-feira (11 de março) – 21h
    The City Was Ours. Radical Feminism in the Seventies, de Netty van Hoorn (documentário, Holanda, 2020, 70’, v.o. holandesa, legendada em inglês, M/ 16)
  • Sábado (12 de Março) – 18h
    Silent Voice, Reka Valerik (França, Bélgica, 2020, 51’, v.o. inglesa, chechena e francesa, legendada em português, M/16 anos)
  • Sábado (12 de Março) – 21h
    Performance/concerto Venga Venga

Artigo originalmente publicado no Interior do Avesso.

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