A 12.ª Festa do Cinema Italiano começa oficialmente amanhã, mas exibe realiza hoje uma pré-abertura com foco no Chile. A reposição do clássico “O Carteiro de Pablo Neruda” (1994), de Michael Radford, e a estreia de “Santiago, Itália” (2018), de Nanni Moretti, são dois filmes a não perder nesta Festa do Cinema Italiano, em Lisboa.

O primeiro filme é um retrato sobre a amizade entre um dos mais importantes poetas chilenos, Pablo Neruda, e um humilde jovem carteiro. Em 1952, Pablo Neruda (interpretado por Philippe Noiret) é forçado, por questões políticas, a viver exilado numa pequena ilha italiana, onde conhece Mario Ruoppolo (Massimo Troisi), filho de pescadores sem rumo na vida, loucamente apaixonado pela mulher mais bonita da cidade mas demasiado tímido para lhe dizer o que sente por ela. Aos poucos, Neruda ensina o amor, a vida e a poesia a Mario para que este possa conquistar o coração da sua amada.

“O Carteiro de Pablo Neruda” (em versão restaurada), que celebra 25 anos desde a sua estreia, é exibido hoje nos Cinemas UCI – El Corte Inglês, pelas 21h30. O filme é reposto em DVD a 2 de maio.

O segundo filme é o novo trabalho do consagrado Nanni Moretti, um documentário sobre os meses que se seguiram ao golpe de estado de 11 de setembro de 1973, liderado pelo General Augusto Pinochet, o qual pôs fim ao governo democrático de Salvador Allende no Chile, concentrando-se no papel da embaixada italiana em Santiago.

Através de entrevistas realizadas aos protagonistas, o filme relata este período dramático da história do Chile, onde alguns diplomatas italianos conseguiram salvar tantas vidas humanas. “Santiago, Itália” é exibido hoje na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, pelas 21h30.

O festival dedica este ano uma retrospectiva exaustiva ao cineasta italiano Nanni Moretti. Uma oportunidade para ver em sala a filmografia completa de longas-metragens e uma seleção de curtas-metragens do realizador. “Subtil, irónico, controverso, provocador e premiado, Nanni Moretti é, provavelmente, o realizador italiano que mais se destacou internacionalmente nos últimos trinta anos. Autor muito amado, conseguiu com o seu inconfundível estilo retratar o próprio país e a sociedade à sua volta de forma inteligente e nunca banal.”