O Ípsilon e a Alambique vão lançar uma nova colecção de oito documentários, dois deles inéditos, o olhar de oito grandes realizadores reconhecidos e premiados em festivais nacionais e internacionais (Berlim, Viena, Locarno, Cinéma do Réel, IndieLisboa ou ainda Doclisboa), sobre temas nacionais como a Colonização, a Imigração, o Êxodo Rural ou a Ditadura. “Volta à Terra” de João Pedro Plácido,Ruínas” de Manuel Mozos e “Linha Vermelha” de José Filipe Costa são alguns dos volumes desta imperdível colecção de documentários portugueses. Todos os domingos por mais 5€ com o jornal Público e nas lojas FNAC.

23 de Outubro
Volta à Terra, de João Pedro Plácido
Uma declaração de amor do realizador a uma terra e os seus habitantes. Documenta a vida na Uz, uma povoação isolada nas montanhas do norte de Portugal, onde vivem quatro gerações repartidas por uma cinquentena de pessoas. Escolheram ficar e continuar a praticar o seu modo de vida ancestral, longe do rebuliço da modernidade.

30 de Outubro
Lisboetas de Sérgio Tréfaut
Um documentário político sobre a vaga de imigração que mudou Portugal. É o retrato de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irreversível. É uma viagem a uma cidade desconhecida, a um país escondido, a lugares onde nunca fomos e que estão aqui. É um filme incómodo e que deixa muitas questões em aberto – porque é difícil avaliar o quanto tudo mudou e ainda pode mudar.

6 de Novembro
Cartas a uma Ditadura, de Inês de Medeiros
Uma centena de cartas, todas escritas por mulheres portuguesas no ano de 1958, foram encontradas por acaso num alfarrabista que não as leu por achar que eram cartas de amor. Este é o ponto de partida para uma investigação histórica sobre o universo das mulheres durante a ditadura.

13 de Novembro
48, de Susana Sousa Dias
O que pode uma fotografia de um rosto revelar sobre um sistema político? O que pode uma imagem tirada há mais de 35 anos dizer sobre a nossa actualidade? Partindo de um núcleo de fotografias de cadastro de prisioneiros políticos da ditadura portuguesa (1926-1974), 48 procura mostrar os mecanismos através dos quais um sistema autoritário se tentou auto-perpetuar durante 48 anos.

20 de Novembro
Ruínas, de Manuel Mozos
Fragmentos de espaços e tempos, restos de épocas e locais onde apenas habitam memórias e fantasmas. Vestígios de coisas sobre as quais o tempo, os elementos, a natureza, e a própria acção humana modificaram e modificam. Com o tempo tudo deixa de ser, transformando-se eventualmente numa outra coisa. Lugares que deixaram de fazer sentido, de serem necessários, de estar na moda. Lugares esquecidos, obsoletos, inóspitos, vazios.

27 de Novembro
É na Terra Não É na Lua, de Gonçalo Tocha
Um cameraman e um técnico de som chegam ao Corvo em 2007, a ilha mais pequena do Aquipélago dos Açores.

4 de Dezembro
Terra de Ninguém, de Salomé Lamas
Paulo oferece retratos sublimados das crueldades e paradoxos do poder assim como das revoluções que o depuseram, apenas para erguer novas burocracias, novas crueldades e paradoxos. O seu trabalho como mercenário encontra-se na franja destes dois mundos.

11 de Dezembro
Linha Vermelha, de José Filipe Costa
Em 1975, a equipa de Thomas Harlan filmou a ocupação da herdade da Torre Bela, no centro de Portugal. Três décadas e meia depois, Linha Vermelha revisita esse filme emblemático do período revolucionário português: de que maneira Harlan interveio nos acontecimentos que parecem desenrolar-se naturalmente frente à câmara? Qual foi o impacto do filme na vida dos ocupantes e na memória sobre esse período?