Morreu, na madrugada desta terça-feira (15), a atriz brasileira Léa Garcia, que seria homenageada com o Troféu Oscarito durante a 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul.
Conforme comunicado divulgado pela equipe organizadora do evento, o Hospital Arcanjo São Miguel informou que a causa do óbito foi um infarto agudo do miocárdio.
Garcia havia chegado a Gramado no último sábado (12) acompanhada do filho, Marcelo Garcia. A atriz circulava diariamente pelo evento, onde acompanhou diversas sessões no Palácio dos Festivais. Em uma de suas passagens pelo tapete vermelho, a atriz afirmou ao portal Acontece Gramado ter “um enorme prazer em estar mais uma vez em Gramado. Esse calor, essa receptividade com a qual a cidade nos recebe. Aqui tem um leve sabor de chocolate no ar. Obrigado a todos que fazem o festival, que participam e que concorrem. Aqui me sinto sempre prestigiada”.
Léa Garcia possuía uma história antiga com Gramado, conquistando quatro Kikitos com “Filhas do Vento”, “Hoje tem Ragu” e “Acalanto”. Aos 90 anos, a veterana detinha de um currículo com mais de cem produções, incluindo cinema, teatro e televisão.
Com uma célebre trajetória nas artes, foi indicada ao prémio de melhor interpretação feminina no Festival de Cannes em 1957 por sua atuação no filme “Orfeu Negro” que, em 1960, ganharia o Óscar de melhor filme estrangeiro, representando a França.
No cinema, Léa Garcia também brilhou em produções como “Acúmulo”, “Vizinhos”, “Boca de Ouro”, “M8 – Quando a Morte Socorre a Vida”, “Um dia com Jerusa”, “O Pai da Rita” e “Pacificado”. Seu trabalho mais recente foi no filme “Barba, Cabelo e Bigode”.
Na televisão, ela deixou uma marca indelével com papéis memoráveis em novelas como “Selva de Pedra”, “Escrava Isaura”, “Xica da Silva” e “O Clone”. Ontem (14) havia confirmado negociações com a TV Globo para atuar no remake da novela “Renascer’’.
https://www.youtube.com/watch?v=PvfSsqfh0KA
Considerada uma das maiores artistas da história da dramaturgia brasileira, Léa Garcia desempenhou um papel crucial na superação das barreiras que limitavam os personagens destinados às atrizes negras.

