Jean-Claude-Carriere

Morreu o argumentista Jean-Claude Carrière

Morreu o argumentista e escritor francês Jean-Claude Carrière aos 89 anos, no dia 8 de fevereiro, em sua casa de causas naturais. Carrière, um dos mais importantes argumentistas da história do cinema, trabalhou com Luis Buñuel, Jacques Deray, Andrzej Wajda, Milos Forman, entre outros realizadores.

“A Piscina” (1969), de Jacques Deray, “O Tambor” (1979), de Volker Schlöndorff, “Este Obscuro Objecto do Desejo” (1977), de Luis Buñuel, “O Caso Danton” (1983), de Andrzej Wajda, “Os Malucos de Maio” (1990), de Louis Malle, e “Cyrano de Bergerac” (1990), de Jean-Paul Rappeneau, são alguns dos seus trabalhos incontornáveis.

Nascido em 1931, Carrière foi colaborador frequente do realizador Luis Buñuel, tendo escrito o argumento de filmes tão importantes como “Diário de Uma Criada de Quarto” (1964), “A Bela de Dia” (1967), “A Via Láctea” (1969), “O Charme Discreto da Burguesia” (1972) e “O Fantasma da Liberdade” (1974).

Carrière também trabalhou com outros cineastas de renome mundial, como Jean-Luc Godard, Louis Malle, Michael Haneke, Peter Brook e Volker Schlöndorff. Escreveu ainda argumentos para filmes como: “O Ladrão de Paris” (1967) de Louis Malle, “Os Amores de Uma Adolescente” (1971), de Milos Forman, “Liza, a Submissa” (1972), de Marco Ferreri, “Testemunha na Ratoeira” (1978), “Paixão” (1982), de Jean-Luc Godard, “Antonieta” (1982), de Carlos Saura, “Max, Meu Amor” (1986), de Nagisa Ôshima, “O Hussardo no Telhado” (1995), de Jean-Paul Rappeneau, “Birth – O Mistério” (2004), de Jonathan Glazer, “Os Fantasmas de Goya” (2006), de Milos Forman, “O Amante de Um Dia” (2017), de Philippe Garrel, “À Porta da Eternidade” (2018), de Julian Schnabel, “O Sal das Lágrimas” (2020), de Philippe Garrel

Jean-Claude Carrière, que foi também ator e realizador de quatro curtas-metragens, ganhou um Óscar de Melhor Curta-metragem, juntamente com Pierre Étaix, pelo filme “Heureux anniversaire” (1962). Foi ainda nomeado três vezes pelos argumentos de dois filmes de Buñuel, “O Charme Discreto da Burguesia” (1972) e “Este Obscuro Objecto do Desejo” (1977), e por um filme de Philip Kaufman, “A Insustentável Leveza do Ser” (1988). Recebeu em 2015 o prémio honorário da Academia de Hollywood.

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