Robin Williams

Faleceu esta segunda-feira (11 de agosto) o ator e comediante americano Robin Williams, tinha 63 anos de idade. Foi encontrado morto em sua casa e suspeita-se que tenha sido suicídio, através de asfixia, segundo revelou a polícia. Segundo o comunicado oficial sobre a sua morte, sabe-se que o ator estava a lutar contra uma grave depressão. Sabe-se que Williams tinha alguns problemas com drogas e álcool, tendo em 2006 sido internado num centro de reabilitação para dependentes químicos.

Considerado um dos melhores atores da sua geração, Robin Williams participou em mais de 60 longas-metragens, mostrando sempre ser muito bom em papéis cómicos e em dramáticos. Começou a sua carreira a fazer stand-up comedy, passando pela televisão e após ter alcançado algum sucesso com a série televisiva “Mork & Mindy”, protagoniza o seu primeiro filme “Popeye” (1980). “O Estranho Mundo de Garp” (1982), “Bom Dia, Vietname” (1987), “O Clube dos Poetas Mortos” (1989), “Aladdin” (1992), “O Bom Rebelde” (1997) e “Patch Adams” (1998) foram alguns dos filmes mais emblemáticos protagonizados pelo ator. 

É também conhecido por filmes menores, mas de grande sucesso entre o público, como “Hook” (1991), “Jumanji” (1995), “Flubber” (1997) e “O Homem Bicentenário” (1997). “The Angriest Man in Brooklyn” (2014), “Merry Friggin’ Christmas” (2014), Absolutely Anything e “À Noite no Museu: O Segredo do Faraó” (este estaria ainda em filmagens) são os últimos filmes em que o ator participou.

Foi nomeado três vezes para o Óscar de Melhor Ator, mas apenas venceu o Óscar de Melhor Ator Secundário, pela sua interpretação no filme “O Bom Rebelde” (1997). Ao longo da sua carreira arrecadou ainda seis Globos de Ouro, dois prémios do Screen Actors Guild e cinco Grammys.

Entre o drama e a comédia, Williams era um dos atores mais versáteis de Hollywood, com grande capacidade para recriar várias vozes. Robin Williams nem sempre soube fazer as melhores escolhas de filmes na sua carreira, mas sempre que encarnava uma personagem, ele era perfeito no que fazia. Até sempre, eterno professor John Keating – Oh captain, my captain’.