A PIXAR celebra este ano 25 anos (1986-2011). 25 anos de muita animação, magia, revolução e sucesso! 25 anos a proporcionar fortes emoções e um prazer enorme de ver cinema, a milhões de pessoas de todas as idades. Um dos estúdios com maior sucesso e mais lucrativos, com apenas 12 filmes!  A Pixar Animation Studios, que foi fundada em 1986 por Edwin Catmull e Steve Jobs, lançou um vídeo em comemoração do seu 25º aniversário, com imagens das 12 longas-metragens e das 19 curtas-metragens. Um vídeo muito bonito que junta as melhores personagens e os melhores momentos de 25 anos de puro cinema.

 

O primeiro filme produzido pela Pixar foi uma curta-metragem chamada “Luxo Jr.” (1986), realizado por John Lasseter (o actual chefe da empresa). O filme tinha como personagem principal um candeeiro de secretária, que viria a tornar-se no símbolo do estúdio. Dois anos mais tarde produzem a curta “Tiny Toy”, que deu ao estúdio o seu primeiro Óscar, em 1988. O estúdio investe nas longas-metragens, nos anos 90, com “Toy Story” (1995), também realizado por John Lasseter. Depois deste filme o estúdio passou de uma simples empresa de software, para um dos maiores e mais lucrativos estúdios da história do cinema. Desde “Branca de Neve e os sete anões” (1937) até “Toy Story” (1995) muita coisa mudou no mundo da animação. Do simples desenho à mão à mais moderna tecnologia digital e de como o cinema de animação foi ganhando respeito pelo público mais adulto assim como pela crítica.

 

De filme para filme, o sucesso ia aumentando, cada vez arrecadava mais dinheiro e prémios. Em 2006, o filme “Carros” foi o último filme que teve como parceiro a Walt Disney. O estúdio foi comprado pelo império do Mickey Mouse, a Disney, por um valor astronómico de 7.4 biliões de dólares, depois de dez anos de parceria em que a Disney era responsável pela distribuição dos filmes da Pixar. A partir daí John Lasseter passou a ser o chefe criativo da Pixar e da Walt Disney Animation Studios e Ed Catmull como presidente da Pixar e também da Walt Disney Studio Entertainment. A única coisa que mudou realmente foi a passagem de “Pixar” para “Disney • Pixar”.

 

A Pixar diferencia-se também pelos seu números, arrecadou um total de 26 Óscares e acumulou até este ano mais de 6,5 mil  milhões de dólares. O grande truque da PIXAR é encontrar uma história, um argumento e personagens sólidas. Este foi sempre o grande trunfo da PIXAR, face à concorrência. Em 2011, chega às salas mais um filme da Pixar, a sequela de “Cars”, “Carros 2” e o estúdio prepara-se já para os seus próximos filmes, “Brave” (2012) e “Monsters Universitys” (2013). Tom Hanks já admitiu que está interessado em fazer um “Toy Story 4” e que o estúdio já está a trabalhar no argumento. Vamos ver o que sai daqui.

 

“Toy Story” (1995)

Tudo começou com “Toy Story” (1995), a primeira longa-metragem do estúdio e a primeira animação na história do cinema a ser totalmente feita por computador. Foi sem dúvida um marco histórico para o cinema e para aquele estúdio que estava a dar os primeiros passos na animação digital. “Toy Story”, dirigido por John Lasseter, obteve um estrondoso sucesso e marcou o início de um império. Brinquedos que ganham vida, esta é a história do xerife Woody (Tom Hanks), o brinquedo favorito de Andy (John Morris), que é uma criança de oito anos. Andy recebe um novo brinquedo, um ranger espacial, Buzz Lightyear (Tim Allen), e este passa a ser o seu brinquedo favorito. Woody de tão ciumento que é, tenta de tudo para se livrar de Buzz. Woody e Buzz acabam por ter que se unir para conseguirem chegar ao seu dono, antes que mude de casa. Esta obra-prima arrecadou mais de 350 milhões de dólares em todo o mundo e esteve nomeado para três Óscares, não tendo recebido nenhum. “Toy Story” foi relançado nos cinemas em 2010, remasterizado e em 3D.

 

“Uma Vida de Insecto” (1998)

“Uma Vida de Insecto” foi a segunda longa-metragem do estúdio, dirigido por Lasseter, conta a história de uma formiga que recruta um grupo de insectos artistas de circo para proteger a sua colónia de gafanhotos mafiosos. Esta animação com insectos obteve um enorme sucesso, apesar de ter tido na altura um concorrente da Dreamworks, “Formiga Z” (1998). A banda sonora é muito boa, como em todos os filmes da Pixar, foi composta por Randy Newman e produzida pela Walt Disney Records.

 

“Toy Story 2” (1999)

Depois do enorme sucesso de “Toy Story”, a PIXAR decidi apostar numa sequela, “Toy Story 2 – Em Busca de Woody” (1999), que arrecadou uma receita de cerca de 486 milhões de dólares em todo o mundo. Da trilogia de “Toy Story” este é o mais fraco, pela história.

 

“Monstros e Companhia” (2001)

Esta longa foi assinada por Pete Docter, e parte do princípio que os monstros que existem escondidos no armário, existem numa realidade paralela e que o seu trabalho é assustar crianças. É um dos mais surreais filmes de comédia da Pixar, que teve um enorme sucesso, chegando a vencer o Óscar de Melhor Canção Original. Em termos técnicos, foi um grande avanço pois conseguiram finalmente recriar em pormenor o pêlo.

 

“À Procura de Nemo” (2003)

No fundo do oceano encontramos Nemo, Marlin, Dory e muitos outros animais divertidos. Esta filme é uma verdadeira odisseia de um peixe-palhaço que viaja pelo oceano para resgatar o seu único filho. É uma história de paternidade, amor e confiança. Esta fabulosa e emocionante história valeu ao estúdio o seu primeiro Óscar para Melhor Filme de Animaçao. Foi sem dúvida um dos filmes mais complexos, em termos técnicos, que a Pixar criou. É o segundo filme mais lucrativo do estúdio, tendo recebido 867 milhões de dólares em todo o mundo.

 

“Os Superheróis” (2004)

Um filme de família sobre a família. Uma família pouco vulgar, de superheróis. Este filme não é dos mais engraçados, nem um dos melhores em termos técnicos, apesar da sua temática ser séria (a família). Este filme, que conta com muita acção, não é um filme para muitos risos, nem para lágrimas. É, no entanto, o primeiro filme do estúdio em que as personagens principais são humanos. É um filme leve, que conseguiu acumular uma receita de 636 milhões de dólares em todo o mundo.

 

“Carros” (2006)

“Carros” é outro filme que nem dá muitos risos, nem lágrimas. É um filme simples, demasiado simples, com uma história pobre. Carros que falam é das coisas mais estranhas que o estúdio já criou. Não se percebe o interesse do estúdio em fazer uma sequela destes carros. E tal como aconteceu com “Os Superheróis”, está longe de ser dos melhores filmes da Pixar. Desde “À Procura de Nemo” que o estúdio foi baixando o grau de qualidade e de receita de bilheteira, pois “Carros” obteve uma das mais baixas receitas do estúdio, 462 milhões de dólares em todo o mundo.

 

“Ratatui” (2007)

Ora aqui está um filme digno de ser apelidado de obra-prima da animação. A história de um rato que gosta de cozinhar e que luta contra todas as suas limitações para ser um dia um chefe de cozinha, foi a salvação do estúdio, que depois do fracasso de “Carros” e da compra do estúdio pela Disney, andou à deriva. E graças a Brad Bird (o realizador), o estúdio voltou à ribalta. “Ratatui” é talvez o melhor filme do estúdio e o mais cinematográfico de todos. O pormenor técnico, a luz, a música, a história e as personagens, tornam este filme absolutamente mágico e espantosamente parisiense. O espírito de Paris está lá todo e durante o filme parece que conseguimos saborear todas aquelas deliciosas receitas. Obteve óptimas criticas e registou um lucro de 624 milhões de dólares em todo o mundo (mesmo assim, abaixo de “Os Superheróis”). “Ratatui” venceu o Óscar de Melhor Filme de Animação. A partir daqui todos os filmes que se seguem vão-se tornar nos maiores êxitos da Pixar.

 

“Wall-E” (2008)

Tal como “Ratatui”, “Wall-E” é dos mais cinematográficos de todos e é o filme que passa a maior mensagem de todas. O estúdio decidiu arriscar num filme de quase duas horas praticamente mudo e conseguiu ter sucesso. Ora um filme sem diálogos, de dois robôs, não parecia ser muito atractivo para as crianças. Mas enganam-se, pois agradou a miúdos e graúdos, devido à beleza das imagens, do espaço e à forte mensagem, ligada a questões ambientais, a preservação da natureza e do planeta Terra. Mas o filme vai muito mais longe e explora a questão, “será que uma máquina pode sentir emoções?”. Em termos técnicos é perfeito! A crítica ficou rendida, mesmo assim só acumulou 533 milhões de dólares em todo o mundo.

 

“Up – Altamente” (2009)

“Up – Altamente” é um filme altamente! Mais um marco para o estúdio que conseguiu arriscar e sucedeu. Uma história em que o protagonista é um velho viuvo, foi um risco, mas este velho, além de ser rabugento, é muito carinhoso, tem um coração de manteiga e espírito de aventureiro. É o segundo filme em que os protagonistas são humanos e os animais não falam (apesar de haver um cão que fala, mas só porque usa uma coleira especial). É uma aventura épica que nos faz voar pela América do Sul, ao som da música composta por Michael Giacchino, que consegue por o espectador mesmo a voar. “Up” é o primeiro filme do estúdio em 3D e acumulou uma receita mundial de 617 milhões de dólares. O filme abriu a 62º edição do Festival de Cannes e venceu dois Óscares (Melhor Filme de Animação e Melhor Banda Sonora).

“Toy Story 3” (2010)

Este é o filme mais lucrativo do estúdio (mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo), o que mais sucesso teve até agora e sem dúvida um dos melhores. Digam o que disserem, “Toy Story 3” ficará para a história como um dos filmes de animação com maior carga dramática humana. É um filme profundamente humano e sentimental. É talvez mais apelativo aos adultos do que aos mais novos, pois muitos não irão compreender e sobretudo, sentir este filme. Um filme que é capaz de proporcionar umas boas gargalhadas e alguma lágrimas. A Pixar, mais uma vez, arrisca e conseguiu criar o melhor filme da trilogia. “Toy Story 3” arrecadou o Óscar de Melhor Filme de Animação e de Melhor Música Original, esteve ainda nomeado para o Óscar de Melhor Filme. Correm rumores de que a Pixar irá continuar a história destes brinquedos, com um quarto filme.

 

“Carros 2” (2011)

“Carros 2” é o novo filme do estúdio e já arrecadou cerca de 48 milhões de euros, apenas nos primeiros três dias, só nos EUA. No entanto, este filme tem recebio até agora péssimas críticas, é visto como o pior filme da Pixar. Os fãs dizem que a animação é boa, mas que a história é a mais fraca de todas. Tal como o primeiro “Carros”, não teve muito sucesso na crítica. Resta apenas  esperar e ver o filme.

 

Esta é a magia da Pixar!