18.ª edição do Doclisboa será repartida em seis momentos

O Doclisboa anunciou que a próxima edição terá um um formato novo, com uma programação a dividir-se em seis momentos, entre outubro de 2020 e março de 2021.

Temos trabalhado para que a 18.ª edição do Doclisboa responda a estes desafios com novas maneiras de estarmos juntos e de cuidarmos uns dos outros. O Doclisboa é um lugar de encontros em torno do cinema e é na sala de cinema que queremos continuar coletivamente a indagar o mundo”, lê-se no comunicado da direção do Doclisboa.

Uma edição excecional que se adapta ao contexto que vivemos, dividida em módulos e que não será segmentada pelas suas secções habituais, “mas cada momento será antes guiado por uma ideia orientadora sob a qual estarão filmes que trazem consigo a habitual diversidade formal e temática”.

A primeira fase do festival terá lugar de 22 de outubro a 1 de novembro e a segunda fase será de novembro de 2020 e março de 2021, com uma nova programação semanal a cada mês, nas salas do Cinema São JorgeCulturgestCinemateca Portuguesa e Cinema Ideal. A programação será acompanhada por um maior número de debates e conversas, em que exploraremos as possibilidades e questões lançadas pelos filmes. O Nebulae, a secção do festival dedicada à indústria cinematográfica, terá lugar em plataformas online. Até ao momento ainda não foram conhecidos detalhes sobre a programação para esta edição.

As inscrições dos filmes mantém-se abertas até ao dia 30 de junho e a organização do Doclisboa reforça a ideia de que o festival e a experiência do cinema deve realizar-se nas salas de cinema, mantendo o contacto com o público, e que esta edição responda aos novos desafios que vivemos, garantindo três valores fundamentais: “apresentar uma programação relevante, apoiar o desenvolvimento do cinema independente e reafirmar a natureza coletiva da experiência do cinema.”

“A situação atual torna ainda mais evidentes as dificuldades e desafios de fazer e mostrar cinema em Portugal. A par de todas as restrições, deparamo-nos com uma política cultural e laboral insuficiente que não respeita condignamente os profissionais do setor. A nossa solidariedade é total e reiteramos que os filmes portugueses que exibiremos este ano no festival serão por si só, pelo facto de terem sido feitos, um ato de resistência”, lê-se no comunicado da direção do festival, composta por Miguel Ribeiro, Joana Gusmão e Joana Sousa.

De resistência é também o ato de ir ao cinema. Concebemos o cinema como uma arte de experiência coletiva. Alongando no tempo a apresentação de programação nas várias salas de Lisboa, esperamos contribuir para a reconstrução de um gesto que junta quem vê a quem faz.”

Fonte: Doclisboa