A Cinemateca Portuguesa propõe para os próximos três meses (março, abril e maio) o Ciclo de Cinema “Novos Olhares: As Novas Gerações do Cinema Português”. Um conjunto de sessões que “olham para as novas gerações do cinema português e que serão acompanhadas, também, por encontros e debates sobre as suas diferentes propostas”. Ao todo serão apresentados mais de 60 realizadores em 45 sessões (de curtas e longas metragens). “…a Cinemateca pretende oferecer não apenas uma oportunidade para descobrir, de forma continuada, a diversidade de propostas do cinema português, mas uma oportunidade para refletir sobre as suas diferentes sensibilidades, descobrir pontos em comum ou diferenças, e procurar, em conjunto, algumas respostas para esta força singular: a de um país que, ultrapassando adversidades e crises, tem oferecido, com invejável regularidade, um enorme número de novos cineastas e um compromisso imperturbável, com o cinema, para espelhar e discutir o seu lugar no mundo. Se a primeira parte deste ciclo, já no próximo mês, dá o pontapé de saída para as sessões regulares (mais de 60 realizadores distribuídos por 45 sessões), a programação irá também ser acompanhada, a partir de abril, por encontros e debates sobre as propostas lançadas por estes novos olhares.”

“Para onde estão a ir os novos realizadores portugueses?” é a questão que se coloca neste ciclo que pretende tornar-se num lugar de exibição e debate sobre as novas gerações do cinema português, que têm ocupado as selecções dos grandes festivais nacionais e internacionais de cinema e que têm sido premiados. O critério principal para este ciclo de março incidirá sobre os autores que, “tendo nascido no período histórico pós-1974, vieram a apresentar as suas primeiras obras nas salas de cinema, em circuito cultural ou comercial (e excetuando experiências embrionárias, o mais vasto campo do audiovisual ou os filmes de escola) já depois da viragem do século.”

Para abrir o ciclo, no dia 3 de março, foi seleccionado o filme “Arena” de João Salaviza, que lhe valeu a Palma de Ouro das curtas-metragens em 2009, no Festival de Cannes. O programa de março conta ainda com a primeira longa-metragem de Salaviza, “Montanha”, “Campo de Flamingos Sem Flamingos” de André Príncipe, “É na Terra Não é na Lua” de Gonçalo Tocha, “Rhoma Acans” e “Balada de um Batráquio” de Leonor Teles, “José e Pilar” de Miguel Gonçalves Mendes, “Entrecampos” de João Rosas, “Setembro” de Leonor Noivo, entre outros.

Fazem ainda parte deste ciclo de três meses obras de realizadores como André Gil Mata, Cláudia Varejão, Diogo Costa Amarante, Gabriel Abrantes, Gonçalo Waddington, João Nicolau, João Rodrigues, Jorge Pelicano, Luís Miguel Correia, Nuno Rocha, Pedro Peralta, Pedro Pinho e Luísa Homem, Rodrigo Areias, Salomé Lamas, Tiago Afonso, entre outros.

Fonte: Cinemateca