O destaque desta semana vai para “Mudar de Vida: José Mário Branco, vida e obra”, um documentário rodado ao longo de dez anos, realizado por Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo. Tal como o título indica, traça um retrato de José Mário Branco enquanto homem e artista. O filme está dividido em duas partes: a primeira, mais biográfica, contextualiza a situação política de Portugal antes e depois do 25 de Abril de 1974, destacando o ativismo político que obrigou o artista ao exílio; a segunda mostra a importância dos seus ideais revolucionários na sua expressão artística. “Mudar de Vida: José Mário Branco, vida e obra” estreia hoje nas salas de cinema nacionais.

José Mário Branco, músico, compositor, poeta, activista, cronista e produtor musical, nasceu no Porto, a 25 de Maio de 1942. Filho de dois professores do ensino básico, viveu entre a cidade natal e Leça da Palmeira, crescendo sob a influência do ambiente pobre desta vila piscatória. Expoente máximo da canção de intervenção portuguesa, foi perseguido pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) até ter sido obrigado a exilar-se em França, em 1963. Só em 1974, já depois da Revolução dos Cravos, pôde regressar a Portugal, fundado o Grupo de Acção Cultural – Vozes na Luta, com o qual gravou dois álbuns. Enquanto interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor ou como responsável por arranjos musicais, trabalhou e influenciou vários outros artistas portugueses, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto Bordalo Dias ou, mais recentemente, Camané.

Sinopse: Cinecartaz Público