Terminou hoje a 17.ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, tendo o Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme da Competição Internacional sido atribuido a “Santikhiri Sonata”, do tailandês Thunska Pansittivorakul.

O filme foi rodado numa zona chamada Santikhiri, que significa “a colina da paz”. Após a chegada ao poder do governo do general Prem, nos anos 1980, foi tudo – drogas, comunismo, corrupção, tráfico humano e pessoas apátridas – suprimido por completo, para promover a ordem e a paz. “Quando era miúdo, a TV estava cheia de propaganda, inculcando na cabeça das pessoas que o governo militar protegia o país de várias ameaças. A ilusão e o orgulho inabaláveis no facto de o país nunca ter sido colonizado moldaram com sucesso o nosso nacionalismo cego.”

O Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri foi entregue a “Just Don’t Think I’ll Scream”, de Frank Beauvais, uma produção francesa estreada no Festival de Berlim e que relata a maneira como o cinema tirou o cineasta de uma depressão profunda.

Na competição portuguesa o Prémio Doclisboa para Melhor Filme foi para “Viveiro”, de Pedro Filipe Marques, sobre o quotidiano de uma equipa de futebol distrital, em Arcozelo. “Rio Torto”, de Mário Veloso, produzida pela Escola Superior de Teatro e Cinema e exibida na secção Verdes Anos, recebeu o prémio Fernando Lopes para melhor primeiro filme português e o prémio Pedro Fortes para melhor filme português.

Competição Internacional
Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Filme da Competição Internacional
Santikhiri Sonata, de Thunska Pansittivorakul

Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Internacional
Just Don’t Think I’ll Scream, de Frank Beauvais

Menção Especial
Um Filme de Verão, de Jo Serfaty

Competição Portuguesa
Prémio Doclisboa para melhor filme da Competição Portuguesa
Viveiro, de Pedro Filipe Marques

Prémio do Júri da Competição Portuguesa
Cerro Dos Pios, de Miguel de Jesus

Competição Transversal
Prémio Revelação
Prémio Canais TVCine para melhor primeira longa-metragem
Serpentário, de Carlos Conceição

Prémio Ageas Seguros para melhor curta-metragem
Tribute to Judas, de Manel Raga Raga

Prémio Prática, Tradição e Património
Prémio Fundação Inatel para Melhor Filme de Temática Associada
O Último Sonho, de Alberto Alvares

Prémio Fernando Lopes
Prémio Midas Filmes e Doclisboa para Melhor Primeiro Filme Português
Rio Torto, de Mário Veloso

Prémio Escolas
Prémio ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa
Três Perdidos Fazem um Encontrado, de Atsushi Kuwayama

Competição Anos Verdes
Prémio DFFB para Melhor Filme dos Verdes Anos
A Family Tale, de Natalia Ciepiel

Prémio Especial MCFLY SPF do Júri Verdes Anos
The Rex Will Sail In, de Josip Lukić

Prémio Pedro Fortes para Melhor Filmes Português nos Verdes Anos
Rio Torto, de Mário Veloso

Menção Especial
Simulacro, de Duarte Maltez

Secção Arché
Prémio RTP para melhor projeto em fase de pós-produção – Coprodução
O Lugar Mais Seguro do Mundo, de Aline Lata, Helena Wolfenson

Prémio FCSH para melhor projeto das oficinas Arché
Babado, de Camila Freitas, João Vieira Torres

Menção Especial
La Memoria de las Mariposas, de Tatiana Fuentes Sadowski

Prémio Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas para melhor projeto em fase de escrita
La Memoria de las Mariposas, de Tatiana Fuentes Sadowski

Prémio do Público
Zé Pedro Rock’n’Roll, de Diogo Varela Silva